Segunda, 20 Agosto 2018

Pedintes intimidam clientes de bancos

Publicado em Bairro a Bairro Segunda, 05 Março 2018 10:35
Avalie este item
(0 votos)

Quando chega o período de pagamentos, bancos e casas lotéricas na Praça Dr. Augusto Gonçalves se tornam pontos de mendicância. Há ocasiões em que na porta de cada agência no Centro pode ser avistada pelo menos uma pessoa pedindo esmolas. A reportagem conversou com clientes de algumas instituições financeiras, que confessaram: estão intimidados com as abordagens.  Alguns entrevistados falaram que já viram mendigos chegando em veículos com placas de outras cidades. 

Há anos, órgãos públicos e membros da sociedade civil organizada promovem campanhas para conscientizar a população a não doar dinheiro, tendo em vista os motivos desses pedidos, em grande parte dos casos. Alguns agem na companhia de crianças. Muitas vezes, esses menores são retirados da escola com a finalidade de servirem de instrumentos na tentativa de sensibilização dos “alvos”. E existem situações em que a arrecadação é usada para manutenção de vício em álcool e/ou drogas. 

Além dos que ficam em lugares estratégicos para pedir dinheiro, os moradores de rua também têm se concentrado na área central. E, os relatos feitos à reportagem são de que contribuem para a sensação de insegurança, pela maneira como abordam os transeuntes para pedir dinheiro. No dia 18 de fevereiro, a Polícia Militar foi acionada a comparecer na Praça da Matriz por causa de uma briga de três andarilhos. Um rapaz, de 29 anos, ganhou uma facada no pescoço. A hipótese apresentada pela PM é de que ele se envolveu em uma confusão com outras duas pessoas na mesma situação, uma mulher, de 41, e outro homem, de 36. Ambos portavam armas brancas quando presos. Apesar do ferimento de pequenas proporções, o ato de violência deixou preocupados os moradores e comerciantes da região. 

 

Como ajudar 

 

Itaúna conta com uma ampla rede socioassistencial, formada por serviços oferecidos pelo poder público e também por entidades não governamentais, como o Albergue Fraterno Bezerra de Menezes, que oferece abrigo, comida e roupas para aqueles que não têm para onde ir.  No entanto, muitos se recusam a ficar nesses locais.  Na cidade também há entidades voltadas ao tratamento do vício em álcool e drogas, além de serviços como o Centro de Referência da Assistência Social – Cras –, com equipe multidisciplinar para atendimento aos vários casos. A recomendação a quem quer ajudar os andarilhos e pedintes é, em vez de dar esmolas, encaminhá-los às instituições, que também recebem doações em dinheiro, gêneros alimentícios ou outros produtos necessários à manutenção dos trabalhos. 

 

Deixe um comentário

FACEBOOK

NOTÍCIAS

asdadasd