Sexta, 25 Maio 2018

Queimadas atingem bairros da região e afetam saúde dos moradores

Publicado em Bairro a Bairro Terça, 15 Maio 2018 15:02
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Incêndios na vegetação, registrados normalmente a partir do fim do mês de maio, começam mais cedo, com muitos prejuízos para a comunidade

 

 

Os incêndios em lotes baldios e em reservas florestais fazem parte dos problemas enfrentados anualmente, por moradores de toda a cidade. Com a chegada do outono, o clima seco deixa a vegetação mais suscetível às queimadas. No entanto, em grande parte dos casos, o fogo é iniciado propositalmente, pela ação de pessoas que preferem lançar mão desse artifício que pagar pela realização de capina ou então, para queima de entulho depositado irregularmente em muitos locais, até mesmo em imóveis públicos.

 

 

Além de alastrar, tendo em vista que esta é uma das estações com aumento da incidência de vento, esse tipo de atitude gera danos ao meio ambiente e à saúde. As chamas também podem ainda atingir a rede elétrica e postes de iluminação, causando prejuízos ainda maiores. Nesta semana, a equipe responsável pela seção S´PASSO BAIRRO A BAIRRO se deparou no Alaíta com algumas áreas em tal situação. A reportagem apurou que para evitar a invasão da calçada pelo mato, em um dos trechos, foi provocado o incêndio. Também chamou a atenção um terreno no fundo de uma loja de materiais de construção, totalmente queimado.

 

 

Em 2017, no mês de agosto, o fogo colocado em um lote no bairro Tropical, que fica bem próximo ao Alaíta atingiu duas empresas. Uma distribuidora teve cerca de dois mil pallets e o muro destruídos. E, em uma fábrica de plásticos foram danificadas a torre de geração energia e a caixa de água. Para acabar com as chamas foram necessários 25 mil litros de água e aproximadamente três horas de trabalho.

 

 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, a temporada de queimadas normalmente tinha início entre o final de maio e início de junho. Porém, este ano, começou mais cedo em Itaúna, ainda no mês de abril. Na semana passada a reportagem flagrou vários focos de incêndio, em diferentes pontos da cidade. A chegada do outono e, consequentemente, o aumento das ocorrências, alteram a rotina do Corpo de Bombeiros.

 

 

Para quem tem problemas respiratórios este se torna um dos piores períodos do ano, com prejuízos significativos, principalmente entre crianças e idosos. “Quando a fumaça está em um ambiente aberto, ela se dissipa na atmosfera, mas no interior das casas é tóxica e faz mal à saúde. A orientação é fechar tudo e colocar um pano úmido debaixo de porta”, alertou o cabo Marques, do Corpo de Bombeiros.

 

 

O oficial ressaltou ainda que o hábito de limpar terrenos baldios ou até mesmo folhas caídas nos quintais ateando fogo, é um problema sério. “Parece inofensivo. A pessoa pensa que tem o controle, mas pelo fato de o clima estar muito seco, as chamas podem se alastrar e gerar uma grande catástrofe. Além do mais, se todos fizerem isso na cidade, aquilo vai se acumulando no ambiente e o ar fica irrespirável”, explicou.

 

 

Outra questão que preocupa no bairro Alaíta é a proximidade dos locais atingidos com uma Área de Preservação Permanente – APP. Há cerca de 15 dias, houve um incêndio criminoso que destruiu um trecho de APP no final da avenida Jove Soares, em frente ao terreno da futura sede da Prefeitura. A mata no entorno do lago é moradia de várias espécies de pássaros. Muitos fugiram quando as chamas começaram a se alastrar.

 

 

Mato alto

 

 

O Alaíta é mais um bairro no qual a lei municipal que determina que todos os lotes sejam cercados e mantidos limpos pelos proprietários não é cumprida. Assim como as demais regiões da cidade visitadas pela equipe do S’PASSO BAIRRO A BAIRRO, um dos principais problemas enfrentados pelos moradores é com a falta de capinas, substituídas, em alguns casos, pelas queimadas, que também geram danos à comunidade Além do mato alto em muitos terrenos abandonados, a vegetação está tomando as ruas e calçadas, tornando a circulação de pedestres perigosa, propício a quedas e também servindo de esconderijo para animais peçonhentos. A situação é pior nas ruas José Zózimo Lopes e Crispim Rodrigues.

 

 

Iluminação precária

 

 

Durante visita pelo bairro Alaíta, a reportagem flagrou postes com lâmpadas acesas durante o dia. Os equipamentos com esse tipo de problema costumam desligar à noite, deixando as vias escuras. As ruas que têm luminárias com defeitos são a José Zózimo Lopes e José Nelson.

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