Quarta, 19 Setembro 2018

Principais demandas do bairro Parque Jardim começam a ser atendidas

Publicado em Bairro a Bairro Segunda, 13 Agosto 2018 09:55
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 Comunidade espera construção de posto de saúde que comporte os atendimentos ao grande número de usuários

O presidente do Conselho Comunitário do Parque Jardim, Maurício de Jesus Barcelos, garantiu, em conversa com a reportagem, nesta semana, que as reivindicações de melhorias para o bairro veem sendo atendidas pela Prefeitura. Ele afirmou que tem mantido um diálogo aberto com a administração municipal, que, por sua vez, está firmando os compromissos com a população local. Além da pavimentação, que está a caminho, os moradores esperam agora conseguir, junto ao poder público, a construção de um imóvel em condições adequadas para abrigar o programa de Estratégia de Saúde da Família - ESF.

 “Melhorou bastante. Agora, aguardamos o cumprimento de mais uma promessa, que é o asfaltamento. Tive uma reunião com o prefeito Neider Moreira ontem [quarta-feira, 08], e ele disse que as obras estão sendo realizadas na avenida Faria Tavares. Eu até já havia pedido, porque tem umas ruas nossas que estão precisando mesmo. Existe também o projeto para a edificação do posto e se eu conseguir isso neste mandato, já ficarei muito satisfeito”, comentou.

Segundo Maurício Barcelos, a equipe de ESF do Parque Jardim está em situação precária e atende mais de dez mil pessoas. Foi feito um levantamento em busca de um imóvel que comportasse a demanda da região, mas nenhum dos locais pesquisados se enquadrava nas exigências legais.

 “A casa atual está em más condições e lá são assistidos usuários do Parque Jardim, São Bento, do São Bento II, Vale das Aroeiras e do Residencial. Então, não comporta. Eu falei isso para o Neider, pois, nós precisamos dessa mudança o mais rápido possível. E não é possível alugar nada por aqui em conformidade com as normas estabelecidas. Temos que trabalhar em cima disso. O terreno já saiu, agora é lutar para conseguir verba e executar”, afirmou.

O Conselho Comunitário também busca junto ao Executivo a construção de uma nova capela para velórios. “A maior parte dos falecidos é sepultada no cemitério do Parque Jardim. Então, as benfeitorias reivindicadas são essenciais. Não há sequer uma sala para as famílias tomarem um café, acomodar parentes e amigos que veem de longe”, argumentou.

Segurança e limpeza

Na última vez que a equipe do S’PASSO BAIRRO A BAIRRO esteve no Parque Jardim, moradores reclamaram da falta de segurança e do mato alto em alguns locais, inclusive no cemitério. No entanto, segundo Maurício Barcelos, a maioria desses problemas está solucionada.

 “Trabalhamos muito e fomos atendidos. A população tinha medo de passar na beira da linha, por exemplo, agora está tudo limpinho. O cemitério, depois das cobranças, recebeu manutenção também. Podemos dizer que em relação a essas questões melhorou 80%. Nós fizemos aqui a ‘Rede de Vizinhos Protegidos’. Tínhamos na faixa de seis a oito assaltos em residências por semana, às vezes, em um dia, eram quatro na mesma rua. Hoje, existe essa integração, que é muito importante”, contou.

Espaços de lazer

 Também já foi alvo de reclamações de moradores, várias vezes, a falta de espaços de lazer no Parque Jardim. Para o presidente do Conselho Comunitário, não há condições de atendimento à reivindicação porque não existem lotes disponíveis.

 “É difícil, pois não contamos, por exemplo, com terreno para uma praça. A Prefeitura teria que comprar duas ou três casas e demolir, ou seja, inviável. O bairro não foi planejado para isso”, alegou.

Relacionamento com o governo

Maurício Barcelos destacou o diálogo entre os representantes da associação e o Executivo, que, segundo ele, está atendendo, na medida do possível, as demandas apresentadas pelo bairro.

 “Nós tínhamos um problema seríssimo com a rua Ouro Preto, devido ao mau cheiro. Passamos uns seis meses lutando para resolver. Os funcionários da Prefeitura vinham, quebravam, nós ficamos até aborrecidos com isso. Aí andaram notificando umas empresas que descartavam na rede produtos químicos. Aí, foi solucionado. Algumas pessoas já queriam até vender as suas casas. Nós não podemos reclamar da administração. Eu fiz uns pedidos para a rua Pará de Minas, porque quando chovia a água descia toda por lá, estava até danificando imóveis e muros. E trabalharam muito nisso. Trocaram as manilhas, fizeram boca de lobo, foi uma obra bastante interessante”, comentou.

O líder comunitário disse que uma solicitação ainda não atendida é referente às placas de identificação de ruas.

 "No Parque Jardim, é preciso perguntar para localizar uma rua, porque não sinalização direito. Essa reivindicação é antiga. Já fizemos várias reuniões com o gestor de trânsito e isso está parado, não temos resposta até agora”, concluiu.

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