Quinta, 19 Julho 2018

Secretário de Assistência Social esclarece construção da sede própria do Creas

Publicado em Cidade Sexta, 29 Junho 2018 18:47
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O Centro de Referência Especializado de Assistência Social – Creas -, mantido por meio de programa do governo federal, oferece atendimento continuado às famílias e indivíduos em situação de ameaça ou violação de direitos, como violência física, psicológica, sexual, cumprimento de medidas socioeducativas, entre outros problemas. A iniciativa é uma importante ferramenta de transformação da sociedade, já que trabalha a construção de um espaço de escuta qualificada e fortalece vínculos familiares e comunitários, de modo articulado com a rede de serviços, órgãos de defesa de direitos e das demais políticas públicas.

Em Itaúna, atualmente o Creas funciona na avenida Getúlio Vargas, em um imóvel alugado, que custa aos cofres públicos municipais R$ 4 mil por mês. Contudo, em 2016 o Município conseguiu recursos para a edificação de uma sede própria, possibilitando economia e mais comodidade aos usuários.

As obras do Creas Itaúna foram iniciadas há poucos dias, na Praça Antônio Italiano, no bairro de Lourdes. Porém, a falta de informação, de acordo com o secretário municipal de Assistência Social, Élvio Marques, gerou algumas preocupações infundadas entre os moradores da região. Em entrevista ao JORNAL S’PASSO, o gestor disse que a população não tem motivos para ficar receosa, pelo contrário.

“O que está gerando polêmica, em primeiro lugar é a desinformação. As pessoas não sabem o que é o Creas. Vou fazer aqui um paralelo entre a Saúde e a Assistência Social para explicar como funciona. Quando a pessoa tem uma dor de cabeça, um desmaio ou mal-estar, por exemplo, geralmente ela procura um posto. Na Assistência Social, quando a pessoa tem um conflito com os parentes, um problema ou dependência de drogas ela procura o Cras, Centro de Referência de Assistência Social. Nós temos em Itaúna duas unidades do Cras e uma terceira praticamente pronta, no Centro. São atendidos casos como de uma mulher abandonada, um idoso maltratado, uma criança ou adolescente viciado em entorpecente e que está sem controle. Aí é o Creas, ou seja, é o Centro de Referência Especializado da Assistência Social que é acionado. O Creas não é uma unidade de internação. É o lugar de consulta e orientação, com psicólogos, assistentes sociais e advogados. As medidas socioeducativas são feitas lá”, destacou.

Segundo o secretário, outra questão que gerou polêmica foi o local para construção do imóvel. Ele informou que quem definiu a localização foi o governo federal e ressaltou que a edificação não interfere na utilização da praça pela comunidade.

“A praça tem três divisões e foi escolhida porque tem uma boa acessibilidade, facilitando o acesso dos portadores de deficiências que frequentam o Creas e também dos idosos. Além disso, foi levada em conta a proximidade com o Centro. Isso tudo fez com que fosse escolhida aquela localidade, na parte baixa da praça, onde não existia nada. Inclusive, usuários de drogas estavam escondendo materiais lá, nós temos provas disso. Ali hoje não tem sequer iluminação. Eu penso que com o passar do tempo, com a instalação do Creas, o espaço será revitalizado, foi um compromisso que o prefeito fez publicamente. Será construído um campinho de futebol ao lado. O Creas tem um vigia, que vai cuidar da segurança não só da unidade, mas de toda a praça. O comércio será melhorado, serão vários profissionais consumindo. A população só tem a ganhar!”, declarou.

Todo o projeto de construção do Creas é estipulado pelo governo federal, desde a cor até o tamanho, e o início repentino da obra se deve à chegada do período eleitoral.

“Eu até quero pedir desculpas à população, em nome da Prefeitura. Nós deveríamos ter feito um esclarecimento sobre o que é o Creas. Isso é uma verba de 2016, do governo anterior, vinda do deputado federal Eduardo Barbosa. Se nós não tivéssemos começado rapidamente, iríamos perder esse dinheiro. Não podíamos perder R$ 400 mil. Ontem [quarta-feira, 20,] eu estive na paróquia do bairro de Lourdes, com o padre Rodrigo. Nós faremos reuniões com a comunidade, no sentido de explicar as questões relativas ao Creas, a importância e o bem que ele irá gerar”, expôs.  

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