Segunda, 21 Maio 2018

Comissão barra aumento da passagem de ônibus

Publicado em Economia Segunda, 12 Março 2018 10:48
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Um dos assuntos mais comentados na cidade nas últimas semanas, motivo de muitos protestos e até de uma manifestação na Câmara, nesta semana, o reajuste da passagem de ônibus, pleiteado pela concessionária do serviço, foi barrado pela comissão criada na Prefeitura para avaliar o pedido. O grupo, presidido pelo gerente de Mobilidade Urbana, Audrey Juliano Ferreira Leite, barrou o aumento, sob a alegação de que detectou erros nas planilhas de custos apresentadas pela empresa e devolveu os relatórios, há cerca de um mês, para adequações.

 Em conversa com a reportagem, a gestora de Trânsito e Fiscalização, Cíntia Valadares, uma das responsáveis por analisar a solicitação, informou que até o momento não houve retorno da permissionária, que pode apresentar outra proposta. Portanto, o preço permanece inalterado. Outra integrante do grupo nomeado para o trabalho de averiguação dos documentos é a procuradora-chefe da Procuradoria Administrativa e do Patrimônio, Lécia Celly Silva de Faria. 

A concessionária  pediu 13,41% de reajuste, o que elevaria o valor, no perímetro urbano, de R$ 3,40, cobrado desde 2016, por autorização de Osmando Pereira da Silva, para R$ 3,85. No caso das linhas que atendem aos povoados na zona rural, a tarifa varia. A empresa ganhou licitação, sem concorrentes, realizada pelo governo passado, em dezembro, no último ano de mandato. O contrato firmado na época garantiu a permanência da mesma no município por mais duas décadas com a possibilidade de prorrogação pelo mesmo período. 

 

Críticas à empresa 

 

Desde que ficou público que a concessionária do transporte coletivo enviou à Prefeitura as planilhas de custos com a solicitação de aumento da passagem em 13,41, comunidade e alguns vereadores protestam contra a majoração. O debate acerca do tema dominou o plenário, durante a reunião da Câmara de terça-feira, 06. Alexandre Campos, por exemplo, criticou o processo licitatório realizado no último ano da gestão de Osmando P ereira da Silva,  garantindo à empresa mais 20 anos para operacionalizar as linhas. O parlamentar ainda abordou a lei de autoria do presidente da Casa, Márcio Gonçalves “Hakuna”, que, aprovada em 2017, proíbe o acúmulo de funções por motoristas, obrigados a atuar também como cobradores, mas não é obedecida. 

Hudson Bernardes, líder do prefeito Neider Moreira, afirmou que é preciso mobilização.  O vereador lembrou que o parecer da Comissão Parlamentar de Inquérito – CPI -, concluída em 2012 e apontando, ainda na época, que o valor cobrado pela tarifa era de R$ 0,26 acima do que deveria, foi enviado ao Ministério Público. Gláucia Santiago cobrou mais qualidade na prestação do serviço e questionou se os funcionários da empresa terão o mesmo percentual de reajuste nos salários. ]

 

Manifestação popular 

Usuários dos ônibus e líderes populares também criticaram o pedido de aumento. O ex-vereador Geraldino de Sousa Filho, “Mirinho”, utilizou a Participação Popular para exigir maior defesa das autoridades.  “Se todo mundo fizer sua parte, não há argumentos que sustentem esse reajuste. Infelizmente hoje não há controle sobre a atuação da concessionária”, argumentou. 

Representantes do Movimento Vale Transparência, idealizado para acompanhar os serviços prestados  pela empresa, abordou a solicitação pela majoração da passagem no expediente de Tribuna Livre.

“A população clama por transparência com os gastos no transporte público local. E para garantir esse direito, são feitas concessões que devem servir ao povo. Talvez seja hora de se pensar em novas formas de operacionalizar o transporte público em Itaúna”, disse Lívia Ferreira Vasconcelos. Ela informou ainda que os militantes estiveram nas ruas e ouviram depoimentos sobre falhas na prestação de serviço, como não cumprimento de horário, itinerários, veículos em mau estado de conservação, entre outros problemas. 

 

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