Quarta, 19 Setembro 2018

Diretoria do Saae pretende estender prêmio por produtividade a todos os funcionários

Publicado em Economia Sexta, 29 Junho 2018 18:39
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Após muita polêmica e mal- -estar entre os funcionários do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae -, em torno do prêmio de produtividade concedido aos detentores de apenas três cargos, a autarquia finalizou um projeto que prevê o benefício para os ocupantes de todas as funções. O problema teve início em 2007, quando foi criada uma lei contemplando os fiscais, com um bônus de 40% em cima do salário base.

A revolta entre os servidores aumentou em 2014: a diretoria da época incluiu na bonificação os leituristas e oficiais práticos. Os demais funcionários não acharam justo somente os encarregados receberem a gratificação, tendo em vista que o trabalho para cumprir as metas é feito em equipe. Sob a orientação de um advogado, um deles procurou o Ministério Público e denunciou o caso.

Em 2017, ao assumir o cargo, o atual diretor-geral da autarquia, Samuel Nunes, criou uma comissão para solucionar o problema, mantendo o equilíbrio na folha de pagamento. Contudo, ao perceber a complexidade da situação, os membros acabaram pedindo para sair.

Os pagamentos das bonificações começaram a ser feitos de forma irregular. Com base nisso, o Ministério Público solicitou a regulamentação ou corte do prêmio por produção, sendo adotada a segunda alternativa. De acordo com o Saae, a decisão teve o objetivo de não ferir o princípio de isonomia. Além disso, a instituição não conseguiria arcar com os valores que estavam sendo pagos, caso o benefício fosse estendido a todos os servidores naquele momento.

Após uma publicação do JORNAL S’PASSO, a questão passou a ser discutida também na Câmara Municipal. Na Casa, o vereador Joel Arruda tem defendido a manutenção do prêmio por produtividade, ao invés do cancelamento.

Depois de muitas reclamações, a autarquia realizou um novo estudo e concluiu um projeto que garante a gratificação aos trabalhadores lotados em quaisquer funções. Porém, para viabilizar o ato, ficou estabelecido o índice de 20% sobre o salário inicial do ocupante de cada função. O Saae também definiu normas para que, além do funcionalismo, a iniciativa beneficie diretamente a população. De acordo com o texto, que será enviado ao Legislativo na próxima semana, o servidor só terá direito caso realmente cumpra todas as metas, diferente do que era feito antes, quando os colaboradores recebiam o prêmio sem avaliações. A perspectiva do Saae é de, com isso, melhorar a qualidade do atendimento à comunidade.

“Para fazer esses ajustes, nós reduzimos 34% das horas extras. Com essa produtividade, acreditamos na otimização dos serviços prestados e no equilíbrio dessas situações. E o trabalho desenvolvido será aferido com objetividade. Se tiver produção, garante a bonificação, se não, fica sem”, explicou Samuel Nunes.

Ainda de acordo com o diretor-geral, foi elaborado um sistema interno de protocolo, no qual todo o serviço terá, daqui um tempo, um prazo de execução e não poderá haver o retrabalho ou ocorrências oriundas do mesmo.

“No caso de um carro que caia numa vala, por exemplo, porque ela não foi tampada devidamente, será amortizado da produtividade. Com essa metodologia vamos trabalhar melhores conceitos de prazos e executar um trabalho de governança coorporativa. Embora nós já tenhamos profissionais muito bons, a meta de produtividade é para que todos conquistem o mesmo desempenho”, concluiu Samuel.

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