Sábado, 18 Agosto 2018

Atraso do pagamento de funcionários municipais da Educação deixa categoria em "pé de greve"

Publicado em Educação Terça, 15 Maio 2018 14:14
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Executivo reúne diretores para explicar situação e prevê quitação da folha no próximo dia 17

 

O atraso do pagamento dos salários dos servidores municipais, em especial os que estão lotados na Educação, foi um dos assuntos mais discutidos durante a reunião da Câmara desta terça-feira, 08. Parlamentares alegam que o problema é recorrente e, para os integrantes da ala de oposição, as explicações da administração, que tem enfrentado dificuldades devido à inadimplência do Estado, não convencem.

 

O vereador Antônio de Miranda, o Toinzinho, disse que alguns professores já estão se mobilizando e discutindo a possibilidade de uma greve. Ele afirmou que, se concretizada essa ideia, será a primeira vez que o setor, em âmbito municipal, registrará uma paralisação, em 22 anos.

 

“Há um movimento... Alguns educadores falam nessa possibilidade [...] Isso não é nada bom para a cidade. Todo mundo fala e é verdade, nós temos que investir nessa área, que está prejudicada”, comentou.

 

Toinzinho garantiu que os repasses do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb – pelo governo federal estão em dia.

 

“Eu fui procurado por vários servidores da Prefeitura, principalmente os da Educação, que estão preocupados. O prefeito reuniu diretoras e informou que o governo de Minas Gerais precisava depositar os recursos para a realização do pagamento em 12 de maio. Caso contrário, a previsão é dia 17. O próprio chefe do Executivo confirmou que falta apenas o Fundeb estadual. Existe um grande desconforto entre os membros da categoria, que têm contas a pagar, compromissos”, disse.

 

O parlamentar falou que fez um breve levantamento em alguns municípios da região e que em algumas delas, como Pará de Minas, Divinópolis, Formiga, Belo Horizonte, Oliveira, Contagem e Cláudio, os vencimentos estão regulares.

 

“Eu liguei para 20 prefeituras. [...] Qual a diferença dessas cidades para a Itaúna? Algumas de pequeno porte, como Rio Manso e Crucilândia, Maravilhas, entre outras, vivem somente dos repasses da União e governo do Estado. Não têm arrecadação própria, como Itaúna”, argumentou. O vereador Alexandre Campos apresentou projeto de lei, por meio do qual ele propõe que o prefeito e os secretários só recebam os salários após os pagamentos dos demais servidores.

 

De acordo com informações repassadas à reportagem por profissionais da Educação, o prefeito Neider Moreira reuniu as diretoras das instituições de ensino da rede municipal na sexta-feira, 04. Durante esse encontro, ele explicou os motivos dos atrasos e adiantou que o pagamento referente aos dias trabalhados no mês de abril sairá em 17 de maio.

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