Quarta, 25 Abril 2018

Aumento da tarifa do transporte coletivo ainda não está definido pela Prefeitura

Publicado em Geral Terça, 30 Janeiro 2018 11:27
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Anualmente, a detentora da concessão do transporte público em Itaúna, assim como em todas as outras cidades, envia para a Prefeitura uma solicitação de reajuste da tarifa sobre o serviço, com base em tabela de custos, montada pela própria empresa. A proposta é analisada pela administração, que verifica se os gastos apontados condizem com a realidade, e a partir daí é permitido ou vetado o aumento pleiteado. 

Para 2018, a concessionária das linhas que operam em Itaúna, pediu ao governo autorização para majoração da passagem em 13,41%, de acordo informações confirmadas à reportagem pela Secretaria de Regulação Urbana. Caso seja aplicado o índice, o valor vai de R$ 3,40 para R$ 3,85. Porém, a questão ainda será avaliada pelo setor responsável. O último reajuste foi de R$ 0,40, em dezembro de 2016, garantido à empresa pelo então prefeito Osmando Pereira da Silva. 

Entre os fatores que costumam ser usados para justificar o aumento das passagens estão variação dos preços dos combustíveis e a gratuidade concedida a uma parcela dos usuários, como policiais militares, carteiros, estudantes e idosos. O custo dos benefícios é compensado pelos outros passageiros, aumentando o valor final da tarifa. 

Concessão por 20 anos 

A atual prestadora dos serviços de transporte coletivo ganhou mais 20 anos de concessão, prorrogáveis por mais 20, em licitação realizada no fim de 2016, pelo então prefeito Osmando Pereira da Silva. O certame não teve outros concorrentes. E, com o novo contrato, firmando na época, a empresa garantiu ainda o aumento da passagem de R$ 3 para R$ 3,40, um reajuste de 13,33%. 

 

Acúmulo de funções 

Quem depende do transporte público em Itaúna é obrigado a encarar verdadeiros desafios diariamente pela qualidade dos serviços prestados. E, além dos problemas provocados pelas condições dos ônibus e da quantidade de linhas e dos horários, que não atendem a demanda, a empresa diminuiu o número de cobradores para conter gastos. Com isso, motoristas são obrigados a receber as passagens e dar troco, o que gera insegurança, além de atrasos consideráveis. 

 

O acúmulo de funções ficou proibido a partir de lei criada pelo presidente da Câmara, Márcio Gonçalves “Hakuna” e aprovada pela Casa em junho do ano passado. No entanto, a empresa continua a desrespeitar a legislação, situação que vem sendo flagrada com frequência. De acordo com o dirigente do Legislativo, questionada recentemente, a concessionária pediu prazo para fazer adequações. 

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