Quarta, 18 Julho 2018

Neider declara apoio à Casa de Caridade e desabafa sobre críticas

Publicado em Geral Segunda, 09 Abril 2018 15:14
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Após ser comunicado sobre os recursos extras ainda não depositados pelo Município para manutenção do Plantão 24 Horas, o prefeito Neider Moreira lembrou que a cidade está sendo prejudicada em vários setores porque o Estado não está fazendo os repasses constitucionais.

“A divida do governo Minas Gerais com o Itaúna é de aproximadamente R$ 17 milhões, entre verbas da saúde, IPVA, ICMS, transporte escolar e o fundo de desenvolvimento da educação básica. Isso gera um imenso transtorno. Imaginam a quantidade de investimentos que poderiam ter sido feitos, mas não tivemos a oportunidade de fazer por conta disso? [...]Para vocês terem uma ideia de como a questão é seria, desde janeiro de 2017, quando assumimos a Prefeitura, em nenhum mês até hoje o governo depositou sua cota-parte da Farmácia Básica. O Município vem bancando, todos esses meses, a parte do Estado, com recursos próprios para não parar o atendimento”, comentou o chefe do Executivo. 

Neider  declarou apoio à Casa de Caridade e disse que fará tudo o que for possível para fortalecer a parceria da Prefeitura com a instituição. 

“A transferência do Plantão 24 horas, indiscutivelmente, foi um grande acerto para ambas as partes. Foi bom para o Hospital, para a administração municipal e muito melhor para a comunidade, que é o que importa. [...] A parceria que instituímos junto à Casa de Caridade Hospital Manoel Gonçalves não deixará de existir, mesmo que seja a crise mais aguda do Município. Priorizaremos sempre o atendimento daquilo que é bom para o conjunto das pessoas, ter uma boa saúde pública, um atendimento humanizado”, disse Neider. 

 

Desabafo

Nos últimos meses, tem sido grande a cobrança da população por manutenção das ruas da cidade, principalmente em relação ao estado do asfalto, em situação precária em todas as regiões. O estado das vias gerou muitas críticas ao prefeito, especialmente, nas redes sociais. 

Neider aproveitou a assembleia-geral da Casa de Caridade para desabafar e dar uma resposta sobre a situação do Município.  

“Elegemos a Saúde como prioridade, dentro da crise que estamos vivendo, porque entendemos que, apesar de não ser uma coisa palpável, e isso não traz resultado político, faz uma diferença brutal para o conjunto da sociedade. Nós tivemos que escolher a prioridade no momento de crise e nós escolhemos não deixar que o cidadão itaunense ficasse sem atendimento. [...] Evidentemente que eu também gostaria nesse momento de estar colocando chão preto em um punhado de ruas, no Centro da cidade em especial, onde o asfalto se exauriu, a vida útil acabou. Agora, nós precisamos eleger prioridade. A prioridade para mim, enquanto administrador público, é a vida humana”, comentou.

 

Provedora cobra recursos extras para manutenção do Plantão 24 Horas

 Em novembro de 2017, o Hospital assumiu a gestão do Pronto Socorro, a partir de contrato firmado com a Prefeitura. E, desde então, a unidade tem registrado aumento no número de atendimentos e, consequentemente, nos gastos, de acordo com as informações apresentadas durante a assembleia, nesta quinta-feira, 05. 

De acordo com a provedora da Casa de Caridade, Marilda Chaves, a Vigilância Sanitária cobrou modificações no Plantão 24 Horas. No entanto, para que sejam feitas as adequações, há necessidade de repasses pelo Município. 

“Em março, atendemos 6.303 pacientes. Nós já estamos com uma média de dois mil usuários do serviço a mais, assistidos no Pronto Socorro. Precisamos com  urgência fazer a reforma, mas não estamos conseguindo, pela nossa condição financeira. [...] Temos melhorado, mas é necessário mais. Hoje, por exemplo, estamos trocando a sala da ortopedia  com a  sala vermelha, que não poderia permanecer onde estava, então, vai para a entrada do Pronto Socorro, onde fica a ortopedia”, explicou Marilda.

Segundo a provedora, a despesa do Plantão 24 Horas só em março, com o aumento de atendimentos, foi de R$ 981.673,56.

“Tivemos que ampliar o efetivo para poder atender essas duas mil pessoas a mais. A Prefeitura não está repassando para nós o valor de R$ 126 mil. Hoje já está em mais de R$ 400 mil, que é da produção do Hospital. [...] Se não recebermos esse plus, não temos condições de manter o Pronto Socorro. Nós gostaríamos de contar mais vez com a colaboração de Vossa Excelência [ o prefeito], em relação a esses recursos. Nós informamos à Secretaria de Saúde esses dados, todo mês”, expôs Marilda ao Conselho e ao chefe do Executivo. 

Os repasses estão em atraso desde novembro, quando o Hospital passou a gerir o Plantão.  Os valores são R$ 122.066, do primeiro mês de gestão do hospital, R$ 123.827 referente a dezembro, R$ 130.593 de janeiro e R$ 112.998 de fevereiro. “Esse montante seria utilizado para fazer as reformas que a unidade precisa. O prefeito está tomando conhecimento disso hoje, porque nós quisemos levantar tudo primeiro, para depois ir até ele fazer a nossa reivindicação”, comentou a provedora da Casa de Caridade. 

 

Atendimentos no Pronto Socorro

 

De 2017 até agora, o número dos atendimentos realizados no Pronto Socorro por mês foram: novembro 5.536; dezembro 5.665; janeiro 5.745; fevereiro 4.944 e março 6.303. Em 2016, a média era de 4.800 pacientes por mês. 

 

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