Segunda, 25 Junho 2018

Itaúna ainda sente os reflexos da paralisação dos caminhoneiros

Publicado em Geral Segunda, 11 Junho 2018 14:17
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Depois de 11 dias do fim da greve nacional dos caminhoneiros, Itaúna ainda sente as consequências da paralisação. Até esta quinta-feira, 07, os motoristas ainda tiveram que enfrentar filas enormes nos postos de combustíveis para conseguir abastecer. Em conversa com a reportagem, o funcionário de um estabelecimento disse que a situação em relação à oferta dos produtos foi regularizada na tarde de anteontem.

No caso do gás de cozinha, a falta dos botijões no mercado deve persistir por um tempo. Em contato com o proprietário de uma distribuidora, a reportagem foi informada que não há condições de fazer estoque, porque a Petrobras não está fornecendo o item. “Estava melhorando, só que a estatal parou de bombear novamente e ninguém recebeu o insumo. Eu estou com oito caminhões na Supergasbras para carregar e até agora o carrossel não rodou. Para normalizar vai levar de 15 a 20 dias, mais ou menos”, explicou Petrônio Oliveira Lima Júnior.

 Inicialmente, os grevistas cobraram do governo federal redução no preço do diesel. Após o movimento tomar maiores proporções e ganhar o apoio de boa parte da população, de instituiItaúna ainda sente os reflexos da paralisação dos caminhoneiros Um dos efeitos no momento é a falta do gás de cozinha nas distribuidoras ções e empresários, a categoria começou a fazer outras reivindicações, entre elas o fim da cobrança de pedágio pelos eixos suspensos e o frete rodoviário tabelado.

O primeiro impacto da greve foi nos postos de combustíveis. Com receio do desabastecimento, motoristas se aglomeraram nos estabelecimentos, nos quais chegaram a ficar horas para conseguir encher os tanques. Na sequência, afetou o funcionamento das linhas de transporte coletivo, inclusive intermunicipais, com a redução de horários; colocou em alerta as unidades de saúde e provocou a falta de alimentos, principalmente hortifruti, em supermercados. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência – Samu - precisou mobilizar os municípios integrantes do consórcio ao empréstimo de diesel, para manter as ambulâncias em circulação. A Secretaria de Estado de Educação suspendeu as aulas em todas as escolas da rede e os Correios não conseguiram fazer a entrega das correspondências, causando atrasos no pagamento de boletos.

Impactos na economia

Conforme informações do Boletim do Banco Central, divulgado na segunda-feira, 04, outra consequência da paralisação é a pressão sobre os preços. A estimativa do mercado para o índice oficial de inflação – IPCA -, em 2018, passou de 3,6% para 3,65%. Para pagar a conta da redução do preço do diesel, o governo anunciou que serão retirados recursos de programas sociais, do Sistema Único de Saúde –SUS –, e da Educação.

Estado de alerta

Desde terça-feira, 05, lideran- ças de caminhoneiros estão ameaçando promover uma nova greve da categoria, caso o Palácio do Planalto recue na decisão de tabelar o frete rodoviário, antiga e maior reivindicação da categoria.

“Se essa tabela cair, vai ter uma greve pior que a última. E aí não vai ter negociação, pois eles vão querer provar para o mundo que são os fortes. Será uma grande revolta”, alertou Ivar Luiz Schmidt, do Comando Nacional do Transporte. Também seguiu na mesma linha o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros – Abcam, José da Fonseca Lopes. “Esperamos encontrar um denominador comum que não prejudique a classe. Caso contrário, podem esperar outra rebelião”, disse.

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