Quinta, 19 Julho 2018

Crasi precisa de doações de fraldas geriátricas para os idosos

Publicado em Geral Segunda, 18 Junho 2018 12:57
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As instituições filantrópicas, Organizações Não-Governamentais – ONGs -, e movimentos sociais são hoje instrumentos fundamentais para o desenvolvimento da sociedade. Nos setores onde o Estado não cumpre as obrigações com a população, são esses grupos os responsáveis por levar atendimento e melhor qualidade de vida a quem precisa.

Quase sempre os trabalhos dependem de doações e de recursos angariados em eventos beneficentes, como é o caso do Centro de Recuperação e Assistência Social Integrada – Crasi. A receita da entidade, incluindo os repasses públicos, não é suficiente para todas as despesas mensais, deixando-a dependente da contribuição da comunidade para manter serviços prestados aos idosos acolhidos, garantindo a eles um lar e tratamento dignos.

Esta semana a equipe responsável pela coluna “QUER AJUDAR?”, criada pelo JORNAL S’PASSO com o objetivo de divulgar as organizações e projetos sérios da cidade, que precisam de donativos para sobreviver, retornou ao Crasi para levantar quais as atuais necessidades da instituição e como as pessoas podem colaborar.

De acordo com a assistente social do Crasi, Silvana Ferreira, o estoque de fraldas geriátricas, principalmente nos tamanhos G e GG, está quase zerado, sendo abastecido apenas por familiares de internos. A entidade também precisa sempre de leite. “São os dois itens mais usados. As campanhas para arrecadação são necessárias durante todo o ano”, explicou.

O Crasi possui capacidade para acolher 50 idosos, número de pessoas que vivem na casa hoje. Quem puder contribuir, basta entrar em contato pelo telefone 3241-9664 ou ir até à sede, localizada na rua Prefeito Antônio Dornas de Lima, 157, Jadir Marinho. A instituição recebe doações em dinheiro, na Caixa Econômica Federal, por meio da conta 2034-5, agência 0124, operação 003.

Bazar beneficente interrompido

Uma das fontes de renda do Crasi era o bazar beneficente, realizado na sede da entidade. Porém, em obediência a uma determinação do Corpo de Bombeiros, a iniciativa teve que ser suspensa. A instituição acabou repassando as doações de roupas para que outras organizações pudessem vender as peças em bazares. E busca agora um espaço, sem custos, para tentar retomar a comercialização dos itens recebidos.

Histórico de dedicação

Em 1985, Gedeon de Oliveira Antunes, teólogo e professor de Direito, que, até então, atuava em Brasília, recebeu o convite do concunhado, Ulisses Gonçalves Lança, para apoiar a fundação do ministério, que deu origem à Igreja Batista Central. Para garantir estabilidade financeira na cidade, começou a lecionar Sociologia, na Universidade de Itaúna e, com uma posição já importante como liderança religiosa, foi acionado para ajudar a abrigar um idoso carente. Diante disso, ele procurou a única instituição com essa finalidade existente no município, na época, mas, não havia vaga e foi aí que o pastor Gedeon percebeu que era preciso mais uma casa de acolhimento ao idoso em Itaúna.

Assim nasceu o Centro de Recuperação e Assistência Social Integrada – Crasi. Com o registro do estatuto, os voluntários deram início aos trabalhos junto às famílias mais necessitadas, levando alimentos e auxílio espiritual aos lares, principalmente na periferia, por mais de um ano.

Em 1987, a ideia foi divulgada aos frequentadores da igreja e amigos, que se uniram para garantir o aluguel de um imóvel, destinado ao acolhimento dos idosos. Doações de itens como cadeiras, camas, roupas, entre outros, viabilizaram a concretização da entidade, que tempos depois, recebeu título de utilidade pública e ampliou as atividades.

A mudança para o prédio de uma escola desativada, localizada no Jadir Marinho e cedida pela Prefeitura, consolidou ainda mais a instituição, que após obras, passou a atuar em sede própria, construída e equipada com apoio da Universidade de Itaúna, de empresários e outros membros da sociedade, no mesmo bairro. O imóvel amplo, conta com escritório, refeitório, cozinha, salas de fisioterapia e televisão, além de capela, posto de enfermagem, cozinha e lavanderia, todos esses espaços adequados para atendimento às necessidades dos internos.

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