Segunda, 20 Agosto 2018

Júri Popular condena dois por assassinatos motivados pela disputa pelo tráfico de drogas

Publicado em Policial Quarta, 18 Julho 2018 12:09
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Foram realizados dois julgamen- tos esta semana, o primeiro, na segunda-feira, 25, de Kelven Lima Ferreira, acusado matar Ícaro Vic- tor Silva Santos, no dia 06 de janeiro de 2017, em plena luz do dia, na rua Dário Alves Pereira. De acordo com parecer da Justiça, o crime teve motivação torpe, rela- cionado à vingança por homicídio cometido anteriormente, devido às disputas pelo tráfico de drogas na cidade.

O Júri Popular reconheceu Kel- ven como autor do assassinato. O entendimento foi de que o réu, 24 anos à época, embora, tecnica- mente primário, tinha anteceden- tes na criminalidade. Ele foi apon- tado nos autos como o comandante de uma gangue envolvida com a comercialização de entorpecentes, que coagiu testemunhas para evi- tar a elucidação dos delitos.

A Justiça considerou ainda que a ação teve consequências graves, pois, embora a vítima tivesse envolvimento com o crime, era um jovem de 17 anos, com longa expectativa de vida pela frente. Kelven, que está preso desde 31 de março do ano passado, foi con- denado a 16 anos de reclusão, sem atenuantes ou agravantes.

A segunda sessão de julgamento, de Ícaro Filipe de Aquino Rezende e Pedro Paulo de Souza Silvestre, inicialmente estava marcada para 07 de maio. Mas, foi adiada para esta quinta-feira, 28, por causa da ausência de uma testemunha chave na data anterior.

O depoente deveria ser condu- zido coercitivamente por um ofi- cial de Justiça até o Fórum. Porém, não foi localizado. No entanto, depois de contato, informou que não compareceria por medo, já que havia sido vítima de duas ten- tativas de homicídio.

Em virtude disso, a defesa de Ícaro requereu o relaxamento da prisão dele, detido em 10 de maio de 2016, sob a alegação de que estava preso há 720 dias, mais de um mês além do prazo legal. O pedido foi negado, sob a justifica- tiva de que Ícaro era considerado de altíssima periculosidade, autor de dois assassinatos, quando ainda era menor. Contudo, os advogados do acusado, Felipe Silva Carvalho e Mauro Pereira de Abreu Júnior, conseguiram provar a inocência do réu, absolvido pelo Júri Popular. Já Pedro, na cadeia desde 15 de julho de 2016, recebeu a pena de 14 anos e sete meses de reclusão.

O crime ocorreu na madrugada de 10 de abril de 2016, em um sítio na comunidade rural da Barragem. Pedro e Ícaro foram denunciados como suspeitos do homicídio con- sumado e qualificado de Natália Rodrigues Ricardo e da tentativa de assassinato de Maicon Henrique de Santana e Caio Sérgio Alves Barbosa, efetuando diversos dispa- ros contra eles.

Maicon, após ser atingido, fingiu estar morto e posteriormente foi socorrido e encaminhado ao Hos- pital Manoel Gonçalves. A outra vítima conseguiu evitar os projéteis fugindo. As informações são de que a ação teve objetivo de ocultar a prática de crime anterior, por motivação torpe, tendo em vista que o autor teria tentado executar Caio em razão de uma dívida.

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