Quarta, 19 Setembro 2018

Candidato faz campanha pela Câmara com promessa de doar salários às causas sociais

Publicado em Política Segunda, 27 Agosto 2018 09:04
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Marcílio Mães e Filhos quer desenvolver projetos para pessoas em situação de rua

Em continuidade à série de entrevistas com os candidatos que pretendem representar Itaúna nas urnas, em 2018, o JORNAL S´PASSO conversou, esta semana, com Marcílio Assis, que visa uma cadeira na Câmara, pelo Partido Humanista da Solidariedade - PHS. Natural de Belo Horizonte, mora na cidade há algum tempo e por aqui, começou a ganhar visibilidade pelo envolvimento com entidades assistenciais. Com 56 anos, ele não tem emprego formal, já que atua à frente de uma instituição voltada a mulheres dependentes de álcool e outras drogas, a Comunidade Mães e Filhos. Membro de conselhos relacionados ao tema,está licenciado dessas atividades por causa da legislação eleitoral. Em 2016, concorreu a uma vaga no Legislativo Municipal, mas não conseguiu alcançar o objetivo.

 Marcílio Assis afirma que ingressou no meio político por observar a necessidade de ampliação das ações voltadas ao público em vulnerabilidade social. O postulante ao cargo de deputado federal defende que “é preciso viver na pele determinadas situações, para saber a melhor forma de ajudar o outro e entender o que é necessário”.

“Eu era um alcoólatra, ficava bêbado 24 horas. Perdi tudo por causa da dependência, comecei com 17 anos. Larguei por vontade própria, porém, não saí da vida noturna. Eu vi que eu precisava mudar. Estava planejando ir para os Estados Unidos tentar morar lá, quando recebi um convite para um trabalho”, comentou Marcílio, que disse ainda que após essa oportunidade, acabou se especializando em arbitragem de futebol society, chegando a se tornar presidente da Federação Mineira da modalidade.

O candidato contou que veio morar em Itaúna após a sogra adoecer e precisar dos cuidados da filha. O voluntariado começou com a esposa, que ajudava em um dos asilos. Depois, eles se uniram para fundar a própria instituição.

 “Não recebemos nenhuma ajuda governamental. Sobrevivemos de doações. Hoje, a minha ocupação é buscar donativos para manter a ‘Mães e Filhos’. Não tenho salário, não tenho fonte de renda. Faço minhas refeições na comunidade. O povo de Itaúna é muito amável, muito solidário. Ano passado, 56 pessoas saíram da rua e em 2018, até agora, 23. Foram encaminhadas para tratamento. Agora, a sequência, se abandonaram ou continuaram, eu não tenho condições de acompanhar. É muita coisa”, disse ele, em cuja declaração de bens à Justiça Eleitoral consta um imóvel, no valor de R$ 400 mil.

 Marcílio Assis falou sobre dois projetos. “Nós queremos abrir uma casa de acolhimento para mulheres, principalmente aquelas que são vítimas de violência. Um lugar de portas abertas. Nós trabalhamos em parceria, dependemos da contribuição do outro, então, o Município poderia colaborar, cedendo o espaço e a Polícia Militar dar a cobertura. A intenção é disponibilizar psicólogo, assistente social, médico, todos profissionais voluntários”, comentou. Outra proposta semelhante é voltada ao público masculino. “Durante uma semana nós vamos acompanhá-los. Vamos pegá-los na rua, levar para almoçar, tomar banho, trocar de roupa e ali vamos saber a ferida dele, por que está na rua”, explanou o concorrente, que quer focar também nas crianças e adolescentes.

Por fim, Marcílio Assis se comprometeu, caso eleito, a destinar todos os salários recebidos como deputado federal a projetos sociais. “Eu não preciso de dinheiro. Eu não tenho dinheiro, vivo de doações. Eu aprendi a viver assim. Então, tudo o que eu vou ganhar, se eu chegar a Brasília, é para reverter isso em ações pelo próximo. Eu acredito que se todos os órgãos governamentais começarem a agir em conjunto, muita coisa pode ser mudada neste país. Eu não vou oferecer, eu já faço. Aqui em Itaúna as pessoas já conhecem meu trabalho”, finalizou.

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