Quarta, 19 Setembro 2018

Marcinho Hakuna diz que pretende levar para a Câmara Federal ações desenvolvidas em sua gestão no Legislativo Municipa

Publicado em Política Segunda, 03 Setembro 2018 13:00
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 Candidato fala sobre projetos que quer apresentar e razões da mudança para partido de Bolsonaro

 

Nesta edição, o JORNAL S’PASSO termina a série de entrevistas com os candidatos da cidade no pleito de 2018. Desde o início do período eleitoral, a reportagem procurou todos os que se apresentaram como concorrentes a uma vaga na Assembleia Legislativa de Minas Gerais - ALMG - ou na Câmara. A maioria conversou com o JORNAL S´PASSO, não sendo ouvidos apenas Carlos Jota (PSC) e Iago Souza Santiago, o “Pranchana Jack” (Avante), que não deram retorno a este semanário.

Seguindo o critério adotado, de publicação por ordem alfabética, esta semana o entrevistado é o presidente do Legislativo de Itaúna, Márcio Gonçalves “Hakuna”, que disputa uma vaga de deputado federal, pelo Partido Social Liberal - PSL. Ele tem 46 anos e está envolvido com o cenário político regional há mais de duas décadas.

“Mesmo com a minha atuação na iniciativa privada, tanto como empregado quanto empresário, nunca deixei de contribuir com a comunidade, especialmente nos aspectos social e cultural. Por causa do trabalho que estava realizando, fui convidado para ser diretor de Cultura de 2001 a 2002. Logo após, assessor parlamentar do então deputado estadual Neider Moreira, na Assembleia, de 2003 a 2012, onde pude aprender muito e contribuir, não somente com Itaúna, mas também com outros 36 municípios. Em 2013, consegui me eleger vereador e estou no meu segundo mandato”, contou.

“Hakuna” comentou que quando assumiu uma cadeira na Câmara Municipal, adotou perfis técnicos e de fiscalizador. Dentre as ações na Casa, o parlamentar destacou a criação da Comissão Permanente de Saúde e Saneamento, o fim do voto secreto, medidas de conservação e utilização da água, cadastro de portadores de diabetes. Ele também falou sobre a lei que proibiu o acúmulo de funções aos motoristas do transporte coletivo, que apesar de aprovada, nunca foi cumprida, até ser barrada na Justiça, além da proposição para identificação de terrenos sem construção.

“Já comecei 2017 à frente da presidência, com a meta de mudar a cultura do Legislativo. Implementamos o ponto eletrônico para todos os servidores da Câmara, inclusive para assessores. Muitas vezes, gabinetes ficavam fechados, hoje a ‘produção’ teve uma melhora considerável. Implantamos rastreadores por satélite nos veículos da Casa, reduzindo gastos com combustível e podendo acompanhar, de fato, onde os carros estão, em tempo real. Extinguimos cargos comissionados que estavam irregulares e criamos efetivos, que serão preenchidos por concurso público. Também cobramos maior rigor para a liberação de diárias de viagens, realizamos as obras de acessibilidade, que culminaram na instalação do elevador, dentre outras ações administrativas”, afirmou. “Por meio do diálogo, conseguimos propor e aprovar o processo seletivo para contratação de estagiários e não mais livres indicações, e o novo regimento interno”, completou.

A princípio, Marcinho concorreria a estadual. Porém, após articulações com os vários grupos, Gustavo Mitre, que sairia a federal, registrou candidatura a uma cadeira na Assembleia, o que mudou também o destino do vereador. Segundo “Hakuna”, a união das lideranças políticas da cidade teve como objetivo resgatar a representatividade de Itaúna tanto na ALMG, quanto em Brasília.

 “Como o Osmando também se lançou pré-candidato a estadual, eu percebi que a divisão de votos com ele poderia inviabilizar a eleição de um representante do município no Legislativo de Minas. Depois de muita conversa, ficou definido que o Osmando abriria mão em prol do Gustavo Mitre. Foi aí que ajustei com o Gustavo a mudança: ele disputará uma vaga na Assembleia e eu uma cadeira na Câmara, com um cenário muito mais favorável. E, parece que tudo conspirava para que eu disputasse mesmo como federal. A formação da chapa da minha sigla, o PSL, ganhou dois reforços, com bom nível de voto, aumentando as chances de ampliação do número de vagas e, por consequência, as minhas chances”, explicou.

 Mudança de partido

Marcinho falou à reportagem também sobre os motivos que o levaram a mudar de sigla, uma vez que ele fazia parte do Partido Social Democrático – PSD - cujo diretório em Itaúna tem à frente o prefeito Neider Moreira. Agora, ele faz parte do quadro do PSL, do polêmico candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro.

 “Desde que assumi a presidência da Câmara, eu adotei medidas que contrariaram o grupo político que eu integrava. A implantação do ponto eletrônico, dos rastreadores e a extinção de cargos comissionados, além da minha postura, que sempre foi de não influenciar no voto dos vereadores, tanto que vários vetos do Executivo foram derrubados. Isso desagradou muita gente, o que tornou minha permanência no PSD quase que insustentável. Então, tive que sair e procurar uma agremiação com viabilidade, devido à pretensão de me candidatar a deputado. Outro fator que pesou foi o anúncio público, inclusive saiu em vários jornais, de que o chefe do Executivo apoiará candidatos de fora, como seu ex-colega de Assembleia, Agostinho Patrus, de Belo Horizonte, e o filho do deputado Jaime Martins, de Divinópolis”, declarou.

Propostas

“Hakuna” disse que se eleito deputado, pretende ampliar, em Brasília, o trabalho que vem fazendo como vereador.

 “Além de fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos por parte do governo, elaborarei emendas parlamentares no Orçamento da União, voltadas ao nosso município e região. Isso se converterá em melhorias na saúde, educação e segurança. Fiscalizarei as prefeituras beneficiadas, para que as verbas cheguem de fato ao destino final. Para isso, contarei com o apoio de profissionais capacitados, e juntos, analisaremos inovações ou alterações no ordenamento jurídico que farão diferença na vida das pessoas. Apoiarei as reformas necessárias ao crescimento de Minas e do país e me comprometo a defender minhas ideias e proposições com imparcialidade e responsabilidade”, declarou.

 O candidato reforçou ainda a necessidade de a cidade conseguir eleger representantes. “Há anos, Itaúna não possui um deputado federal e essa situação está prejudicando a todos. A comunidade itaunense está desanimada, e será através de nossas propostas e muito trabalho que resgataremos a sua autoestima. Buscaremos o desenvolvimento, a qualidade de vida e mais oportunidades para o nosso município e região”, concluiu.

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