Quarta, 19 Setembro 2018

Mitos sobre a Síndrome de Down ainda são grandes desafios a serem vencidos

Publicado em Saúde Segunda, 26 Março 2018 18:05
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Foi comemorado na quarta-feira, 21, o Dia Internacional da Síndrome de Down. No Brasil a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - Apae  - é referência no trabalho com pessoas que nascem com Down. A instituição sensibiliza os pais a aprenderem a desviar o olhar e focar no desenvolvimento do filho, promovendo o fortalecimento dele.

De acordo com a gerente de saúde do Instituto Santa Mônica, a Apae de Itaúna, a inclusão imediata da criança com Síndrome de Down em diversos eixos de cuidados e intervenções é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento, garantindo qualidade de vida a longo prazo. “Quando digo síndrome e deficiência, é porque a Síndrome de Down é uma alteração genética que sempre vem acompanhada da deficiência intelectual, nos mais diversos níveis de intensidade, podendo também gerar outros comprometimentos cognitivos e físicos”, explicou Kariny da Conceição Campos Alves.

A profissional conta que durante o acolhimento na Apae, os pais se encontram aflitos e perdidos com o “novo”. Neste momento, é contado em detalhes por eles todo o processo que vai desde a gravidez até o nascimento. “Costumo após a escuta fazer a seguinte pergunta: ‘Qual é a cor dos olhos de seu filho?’. O silêncio toma conta da sala e é neste momento que eles entendem que além da síndrome, há um indivíduo que almeja tudo que qualquer outra criança almeja, o aconchego dos pais e familiares, o amor, os ensinamentos e muito mais”, relatou a gerente de saúde.

As potencialidades das pessoas com Down, que são inúmeras, e as limitações são conhecidas no dia a dia. Elas são adequadas para que haja a inclusão em todos os meios de vivência como, por exemplo, a escola, lazer, esporte, saúde e trabalho. “A verdade é que a deficiência em lidar com as diferenças é nossa e não da pessoa que possui a síndrome e outras deficiências”, ressalta Kariny.

 

"... a inclusão imediata da criança com Síndrome de Down em diversos eixos de cuidados e intervenções é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento, garantindo qualidade de vida a longo prazo"

 

Amor e superação

 

“Quando a Lara nasceu e o médico disse que ela tinha a Síndrome de Down foi um choque, pois no ultrassom não havia mostrado nada. Procuramos outros profissionais, que não confirmaram, até que, para ter a certeza, foi feito um exame chamado Cariótipo, específico para o diagnóstico. Aí veio a confirmação. Nesta época ela já tinha quase dois meses de vida, mas já frequentava a Apae desde os  15 dias. Quando descobrimos, ficamos assustados porque nunca havíamos convivido com uma criança especial, mas logo tudo passou e nos adaptamos a ela, e ela a nós. Hoje, Lara tem cinco anos e já estuda em uma escola normal. Faz tudo que uma criança normal faz, manteve os atendimentos na Apae, entre outras atividades como fisioterapia, equoterapia e fonoaudiologia. Não tivemos problemas com o desenvolvimento, pelo contrário, é bem avançado. Ela começou a andar com nove meses, a falar com pouco mais de um ano”.

 

 

Simone Souza, madrinha de Lara.

 

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