Sábado, 18 Agosto 2018

Serviço de Saúde Mental cria grupo de trabalho para traçar estratégias de prevenção ao suicídio

Publicado em Saúde Segunda, 02 Abril 2018 13:49
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O aumento do número de suicídios registrados em Itaúna, nos últimos anos, acendeu o alerta para a necessidade de ampliação dos estudos e medidas acerca desse fenômeno. Com notícias de novos casos, o assunto foi transformado na pauta da semana, principalmente em páginas na internet, como o Facebook e aplicativos de celular, com muita exposição e poucos argumentos embasados cientificamente.

Em meio ao burburinho, causado, principalmente pela falta de informações, o Serviço Municipal de Saúde Mental anunciou já criou um Grupo de Trabalho de Valorização da Vida e Prevenção ao Suicídio, em atuação desde 2017, em conformidade com as especificações técnicas da Organização Mundial da Saúde – OMS – e o protocolo do governo federal, com apoio de professores e doutores, além de lideranças sociais.

O projeto foi lançado em fevereiro do ano passado. No primeiro mês, o encontro reuniu profissionais e técnicos da Saúde Mental para buscar respostas que já estruturam as estratégias de abordagem e tratamento em rede, de acordo com a diretora do setor, Cristiane Santos Souza Nogueira. “Esses indicadores são essenciais para a continuidade das atividades que, já na segunda fase, envolve a participação de mais segmentos da sociedade”, explica a psicóloga.

Com o objetivo de ampliar as ações e reforçar o acolhimento, a sensibilização abrangeu profissionais da rede de atenção básica, entre eles agentes de saúde e enfermeiros, e equipes do Pronto Socorro e do Hospital Manoel Gonçalves. A capacitação para as equipes da Saúde Mental também está sendo realizada de maneira contínua.

“Toda essa mobilização está permitindo ao Município de Itaúna estruturar o Plano de Crise, com ações para abordagem e manejo do tema. Para isso, a Secretaria de Saúde conseguiu a supervisão técnica, sem custos para a Prefeitura, da professora e doutora da Universidade Federal de São João Del Rey, Nadja Botti”, adianta Cristiane Santos Souza Nogueira.

Segundo a profissional, o planejamento já contém o norte das abordagens e as principais metas que já estão elencadas para serem desenvolvidas ao longo de 2018.

“Um cuidado que a rede de Saúde Mental tem, ao reconhecer a importância e a complexidade desse tema, é não fazer nenhum tipo de abordagem que seja emergencista ou que gere alarde. Precisamos sim, falar sobre o suicídio. Precisamos sim, valorizar a vida. Mas, existem formas adequadas de se abordar a questão. Enquanto profissionais, temos tentado ser bastante cautelosos, trabalhando o tema primeiramente no ambiente interno, com as equipes e seus profissionais, antes de divulgar qualquer dado ou qualquer ação. Isso é essencial para preservar as pessoas que estão enfrentando ou vivenciando esse problema”, completa.

Atendimentos

As pessoas com sofrimento mental podem buscar ajuda em qualquer unidade de saúde, no Pronto Atendimento do Hospital Manoel Gonçalves e nas duas unidades do Centro de Atenção

Psicossocial – Caps: Centro de Atenção Psicossocial II – CAPS II – Rua Margarida, nº 369, Bairro São Geraldo Telefone: 3243-6328.

Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas – CAPS AD – Av. Jove Soares, nº 213, bairro das Graças

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