Segunda, 20 Agosto 2018

Hospital e Prefeitura tentam solucionar divergências sobre recursos para o Plantão

Publicado em Saúde Segunda, 07 Maio 2018 16:37
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A Prefeitura e a direção da Casa de Caridade Manoel Gonçalves têm entendimentos divergentes quanto ao repasse extra de recursos para o Plantão 24 Horas, que funciona nas dependências do Hospital, sob o custeio do Município. De acordo com a provedora da instituição, Marilda Chaves, o valor pago pela gestão do serviço, fixado hoje em R$ 1 milhão, não é suficiente para a entidade bancar as adaptações exigidas pela Vigilância Sanitária e melhorias na estrutura.

 

“Quando aceitamos assumir o Pronto Socorro, expusemos aos conselheiros as vantagens para o Hospital. Embora o Pronto Socorro não fosse dar lucro, nós teríamos o benefício de revisão dos leitos do Centro de Tratamento Intensivo. Não conseguimos até agora. Nós teríamos 16 vagas credenciadas, também com um valor maior, mas, infelizmente a União não liberou. Estava prevista ainda, além desse R$ 1 milhão, a produção referente aos atendimentos no Plantão. No entanto, a Prefeitura está entendendo que isso já está incluído e nós entendemos que não”, explicou Marilda Chaves, em coletiva de imprensa, nesta semana.

 

Segundo a provedora da Casa de Caridade, será realizada uma reunião em Divinópolis, com representantes da Superintendência Regional de Saúde para que a situação seja esclarecida e que, caso o Município aceite repassar o montante cobrado pelo Hospital, não pareça que está entregando dinheiro indevido. A dirigente afirmou que a instituição vem aplicando recursos próprios para as intervenções necessárias, como a instalação de uma nova sala vermelha, mais perto da sala de espera, facilitando a locomoção dos pacientes até o consultório médico. “A Vigilância Sanitária exige diversas obras, que nós não temos condições financeiras para atender.

 

Caso da construção de mais banheiros e da ampliação do espaço para observação”, contou Marilda, que ressaltou ter certeza de que a entidade terá apoio da Prefeitura. Caso o Município não arque com os gastos referentes à parte estrutural do Pronto Socorro, há a possibilidade de a Casa de Caridade entregar o serviço ao Município. Desde que a instituição assumiu a gestão da unidade, o Executivo registrou uma redução de 85% das reclamações sobre o atendimento na Ouvidoria Pública.

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