Sexta, 25 Maio 2018

Repasses da União não serão suficientes para custeio de exames dos pacientes atendidos no Centro de Oncologia

Publicado em Saúde Segunda, 07 Maio 2018 16:58
Avalie este item
(0 votos)

Após muita dedicação da diretoria da Casa de Caridade Manoel Gonçalves, com o apoio da Prefeitura e da Associação de Voluntários no Apoio ao Combate ao Câncer em Itaúna - Avacci -, o Centro de Oncologia finalmente está prestes a abrir as portas para o atendimento aos pacientes em tratamento de quimioterapia. Foram várias as etapas até a conclusão do prédio, finalizado graças às doações da comunidade e recursos captados junto ao governo de Minas Gerais.

 

A provedora da Casa de Caridade, Marilda Chaves, ressaltou, em coletiva de imprensa nesta semana, que o credenciamento só foi possível, graças ao apoio do Município, enquanto a Superintendência Regional não mostrou interesse em dar prosseguimento ao projeto. “Toda documentação que nós remetemos, foi através da Secretaria [Municipal] de Saúde. Então, nós tivemos todo o apoio do Executivo municipal”, comentou.

 

De acordo com a dirigente da instituição, documentos chegaram a ser perdidos durante os trâmites, sendo possível o reenvio porque o Hospital manteve cópias de todos os ofícios em segurança.

 

A expectativa agora é pela publicação do credenciamento no Diário Oficial da União, para que o Hospital comece a receber os recursos necessários para dar às atividades, aproximadamente R$ 498 mil por mês. Porém, o montante não será suficiente para custeio dos exames, que são muito caros. A Avacci se comprometeu a arcar financeiramente com parte das despesas, já que muitos procedimentos não são realizados pelo Sistema Único de Saúde – SUS.

 

“Pretendemos recorrer à Prefeitura de Itaúna, para ver se conseguimos uma verba e, principalmente, aos municípios da microrregião, que são Itatiauçu, Itaguara e Piracema. Nós vamos nos reportar aos prefeitos pedindo uma colaboração para ampliação da assistência aos moradores dessas localidades”, explicou a provedora.

 

Além disso, a Casa de Caridade precisará construir no mínimo mais dez leitos de Centro de Tratamento Intensivo - CTI, para garantir o atendimento, caso necessário, de pacientes mais debilitados, evitando que os mesmos precisem ser transferidos para outras cidades. “Nós temos 11 vagas. Então, nós temos capacidade de atendimento de 11 pessoas ao mesmo tempo. Mas, alguns ficam 15 minutos, outros necessitam de duas horas”, argumentou Marilda Chaves.

Deixe um comentário

FACEBOOK

NOTÍCIAS

asdadasd