Sábado, 24 Fevereiro 2018

 

 

Apesar do reconhecimento nacional e internacional em relação à destinação dos resíduos sólidos, Itaúna ainda enfrenta problemas de descarte de lixo em locais inapropriados. A falta de consciência de uma parcela da população gera prejuízos ao Meio Ambiente e coloca em risco a saúde pública, já que os dejetos atraem animais peçonhentos e podem contribuir para o acúmulo de água, servindo como criadouro de insetos, como o Aedes aegypti, transmissor da dengue, febre chikungunya e zika vírus.  

Na edição passada, o JORNAL S’PASSO mostrou a situação de um loteamento no bairro Pio XII, utilizado como verdadeiro "lixão a céu aberto", há pelo menos quatro anos. Só neste segundo semestre, a reportagem se deparou com o mesmo problema nas Vila Vilaça e Vila Tavares, onde os materiais são descartados às margens e dentro do Ribeirão Joanica; no Aeroporto; Piaguassu; Santanense e Vila Nazaré. 

Nesta semana, a irregularidade foi detectada no bairro Tropical.   Em cinco terrenos havia muito lixo e entulho. Apesar de a legislação municipal estabelecer multa para os donos de propriedades nessas condições, é complicado aplicar a punição, uma vez que os resíduos quase sempre são descartados por terceiros. No caso da comunidade visitada esta semana, os dejetos acabam indo parar também no ribeirão, que já está tomado por garrafas e sacolas. 

A reportagem conversou com comerciantes e moradores, que disseram que a coleta de lixo tem sido feita normalmente pela região, não deixando margem para justificar a ação. O descarte inadequado de lixo no Tropical é ainda mais preocupante pelo fato de haver quadras de Área de Preservação Permanente – APP – no bairro. 

 

 

 

 

As atividades do Programa de Interação com a Comunidade – PIC – 2017, promovido pelo Sindicato Intermunicipal das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e do Material Elétrico de Itaúna – Sindimei –, foram encerradas no último dia 08. A edição especial trabalhou as temáticas “Responsabilidade Social, Ambiental, Cultural e Educacional”, sendo planejada especialmente para a conclusão do Programa “Meu Primeiro Negócio”, desenvolvido com os alunos da Escola Estadual Professora Geralda Magela Leão de Melo.

O curso, viabilizado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais – Sedectes - é oferecido em parceria com a Secretaria de Educação – SEE – e a Associação Júnior Achievement Minas Gerais. Além de comemorar dez anos, durante a 62ª edição do PIC, a Escola Professora Geralda Magela Leão de Melo apresentou os resultados e aprendizagem obtidos com a execução do projeto.

“É inestimável o valor dessa iniciativa! Além de despertar a vocação dos participantes, serve para passar uma nova cultura para nossos jovens, de buscar uma sociedade melhor, um mundo melhor para se viver, através do empreendedorismo, criar, inovar, fazer alguma coisa para o bem do próximo. Quando nossos jovens passam a pensar dessa forma, de maneira positiva, a gente começa a verificar o quão grande é um programa desses. Fazer o PIC junto com essa solenidade de formatura do Meu Primeiro Negócio” é um grande prazer e orgulho para nós do Sindimei. É muito bom contribuir para o desenvolvimento da nossa sociedade”, comentou o presidente da entidade, Hyrguer Aloísio Costa.

Os estudantes fundaram uma mini empresa, tiveram que desenvolver um produto, introduzi-lo no mercado e administrar despesas, impostos e lucros. Os alunos criaram e comercializaram um compartimento para fone de ouvido, em apenas três meses. Os tributos foram doados para a Cooperativa de Reciclagem e Trabalho Ltda – Coopert.

“O projeto possibilitou que experimentassem tudo na prática. Eles aprenderam como funciona uma mini empresa, fazendo. Para mim, como professora, também foi uma grande experiência. Tive que lidar com novas situações para poder supervisionar a meninada. Com certeza, essa vivência contribuiu muito para a formação deles”, disse Elzirene de Fátima Souza, professora e coordenadora  do "Meu Primeiro Negócio".

A iniciativa busca sensibilizar entidades, empresários e empresas para que possam ser parceiros, no intuito de levar os jovens à ideia do empreendedorismo, de obter conhecimento dos caminhos que podem trilhar. O programa tem como principal objetivo promover a cultura empreendedora entre estudantes do ensino médio de escolas estaduais. “E, proporciona aos adolescentes experiência prática em negócios, economia e gestão por meio da organização e operacionalização de empresas estudantis. Assim, os jovens terão a oportunidade de ingressar no mercado de trabalho mais capacitados”, reforçou o representante da Associação Júnior Achievement Minas Gerais, Marcelo Fratezzi.

Além do encerramento do Programa “Meu Primeiro Negócio”, a última ação do PIC em 2017 contou com o grupo de música instrumental “Barroco em Palheta”, composto por Roberto Guimarães, Maurício Paulino e Geraldo Silva, que tocaram vários clássicos.  Também houve apresentação teatral da Coopert, que abordou, por meio da comédia, a importância de cuidar do Meio Ambiente. Os participantes também conheceram como funciona o depósito de resíduos industriais, estrutura, a preparação do local e o passo a passo para recebimento do material.

 

PIC

Em nove anos de funcionamento, totalizando 61 edições, o PIC contou com mais de 4.200 pessoas, com o trabalho desenvolvido junto a instituições de ensino, projetos sociais, entidades e empresas.

 

Sindimei

O Sindimei é uma entidade representativa empresarial, sem fins lucrativos, que atua em defesa dos legítimos interesses do setor metalomecânico, contando sempre com o apoio dos empresários que compartilham o espírito e os valores do associativismo.

Além do Depósito de Resíduos Industriais, o Sindimei, em parceria com o Centro de Desenvolvimento Empresaria – CDE - disponibiliza para os associados os serviços de assessoria jurídica, programas de saúde e segurança do trabalho, seguro de vida em grupo, departamento de educação e desenvolvimento entre outros.

O Sindimei ainda lidera, em sua base territorial - Itaúna, Mateus Leme e Itatiaiuçu, o processo de negociação coletiva trabalhista. A instituição foi fundada em 18 de abril de 1990 e é filiada à Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Fiemg.

 

 

 

 

Na próxima segunda-feira, 18, alunos da Associação Cultural Projeto Usina de Sonhos estarão no palco com “O Circo – Espetáculo de Balé”. O espetáculo, que conta também com a participação das bailarinas da Fundação de Proteção a Maternidade e Infância Casa Nossa, é produzido por Bel Abreu e tem direção artística, coreografias e coordenação da professora Luciana De Marco. 

A apresentação será no Grande Teatro da Universidade de Itaúna, a partir das 20 horas, e os ingressos podem ser retirados na sede da entidade, que fica na rua Doutor Alcides Gonçalves, 1.500, bairro Santanense. Mais informações pelo telefone 3249-1505.

 

 

 

 

O Teatro Sílvio de Mattos recebe mais uma etapa da mostra de fim de ano realizada pelo Centro de Dança Zélia de Paula Machado. Neste sábado, 16, e domingo, 17, cerca de 100 alunos, na faixa etária a partir dos sete anos, entrarão em cena, com a programação do Festival Juvenil, idealizado pela diretora da escola, bailarina e professora Heloísa Corradi.

As duas sessões do espetáculo “Obra Prima, Pinturas Memoráveis” terão início às 20 horas. A montagem celebra grandes pintores de toda a história da humanidade, como Leonardo Da Vinci, Vincent Van Gogh, Tarsila do Amaral, Cândido Portinari, Edgar Degas, entre outros.  Os ingressos custam R$ 20 e podem ser adquiridos na rua Antônio Corradi, 128, Centro.  

 

 

 

Todos já conhecem a história de Chapeuzinho Vermelho e as aventuras vividas pela garotinha que sai de casa para visitar a avó e acaba encontrando o Lobo Mau no caminho. Esses personagens fazem parte de um clássico da literatura infantil. Mas, que tal, entender melhor os fatos e saber o ponto de vista dos envolvidos no caso? 

Essa é a proposta da Companhia O Trem, que chega à cidade com a nova versão, que irá apresentar no Teatro Vânia Campos, neste sábado, 16, e domingo, 17. A entrada é gratuita e os ingressos, limitados de acordo com a lotação, podem ser retirados a partir das 15h30, na bilheteria. 

Na releitura feita pela trupe, todos os que compõem a narrativa querem ser inocentes ou heróis. Com música e muita criatividade, os atores se revezam em todos os papéis, levando ao palco temas e discussões da contemporaneidade. 

Chapeuzinho Vermelho é o quinto espetáculo do grupo, que vem se especializando em obras para crianças desde 2006. Os integrantes da trupe afirmam que a cada trabalho, eles mergulham em uma pesquisa diferente, estabelecendo parcerias com profissionais que atuam com técnicas diversas. 

Todos os textos infantis da trupe foram escritos pela mesma dramaturga. A proposta da Companhia O Trem é apresentar o mundo aos pequenos de forma lúdica, razão pela qual busca sempre incluir reflexões e valores importantes em todas as peças. 

 

 

Após um ano repleto de competições, o Flamengo Itaúna disputou no último sábado, 09, um amistoso com o Clube Atlético Mineiro, na categoria Sub 13/14. O jogo foi realizado no Estádio Municipal José Flávio de Carvalho e serviu para mostrar o desenvolvimento dos atletas. 

O projeto de futebol é realizado no bairro Novo Horizonte já há alguns anos por Luiz Francisco Teixeira. T

odos os profissionais participantes são voluntários, como o Maurílio Antônio de Souza Júnior, mais conhecido como Juninho, que já jogou pelo Nomme JK Kalju da Estônia, no Atlantis, da Finlândia, e na Republica Tcheca. No Brasil, Juninho atuou em times de Manaus, Tocantins, Mato Grosso, além da extinta equipe de Itaúna e de outras cidades mineiras. 

“Nós oferecemos aqui um treinamento de alto nível. Hoje contamos com o João, que é um excelente profissional, e com o Juninho, que tem toda essa bagagem como atleta profissional e está estudando Educação Física. Recebemos cerca de 80 meninos por semana. São duas horas de treinos. Nós já tivemos integrantes convidados para jogar em vários clubes de Minas Gerais e de outros estados. Recentemente, seis foram para o interior paulista”, contou Luiz, gestor do projeto. 

Desde 2013, a equipe itaunense tem competido com grandes clubes brasileiros pela Copa Dadazinho, um dos principais torneios de futebol das categorias de base do país, realizada em nível estadual e nacional. 

“Agora estamos nos preparando para ir para são Paulo, em parceria com a Associação Atlética de Itatiauçu, onde disputaremos a Copa Internacional pela categoria Sub 14. Vamos viajar no dia 16 de janeiro”, disse o resposavel pela iniciativa. 

Além de proporcionar o desenvolvimento esportivo dos atletas participantes, a escolinha ainda tem papel fundamental para evitar que crianças e adolescentes sigam pelo caminho das drogas e da violência.

“Esse é um trabalho sério. Só fica aqui quem está comprometido em seguir uma boa conduta. Estamos registrados no Conselho Municipal da Criança e Adolescente, do qual eu também faço parte. Somos filiados à Federação Mineira de Futebol e à Liga de Divinópolis. Infelizmente Itaúna não conta com uma liga própria”, comentou Luiz.   

Futebol Feminino

Segundo Luiz, um dos objetivos para 2018 é focar também na equipe feminina do Flamengo Itaúna. “Estamos com meninas de 14 a 17 anos que estão jogando muito, estão se desenvolvendo bem. Queremos incentivar o futebol também para esse público. No ano que vem vamos participar, com as garotas, de campeonatos pela Liga de Divinópolis”, relatou Luiz, que disse ainda que a escolinha de futebol do Flamengo é uma instituição apta a receber deduções fiscais do Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços – ICMS.  

 

 

Na edição de sábado, 09, o JORNAL S’PASSO abordou, mais uma vez, a situação do Museu Municipal Francisco Manoel Franco, que não é aberto ao público há cerca de três anos e motivou também de uma ação ajuizada pelo Ministério Público contra a Prefeitura, na gestão passada. Esta semana, o gerente de Cutura, Sérgio Machado, se manifestou a respeito do assunto e falou sobre os motivos do atraso das obras de revitalização do espaço, cobradas por grande parte da população, e, principalmente, por moradores da Praça da Estação. 

De acordo com Sérgio Machado, o projeto para a reforma foi apresentado no início de 2017. "Realmente, nessa estamos devendo. E falo em relação à administração pública como um todo, pois acabamos responsáveis pelos problemas que herdamos. O local está fechado desde 2014, nesse tempo acumulou poeira e deu margem ao crescimento de um ambiente tóxico no seu entorno, com drogas e prostituição", comentou. 

O gestor afirmou ainda que, desde que a atual administração assumiu, o trabalho "de recuperação do tempo perdido" começou, com elaboração do planejamento para as obras, que, segundo ele, poderia até ter sido executado. "Entretanto, o Conselho de Patrimônio solicitou modificações e aí tudo atrasou. Mas há males que vem para bem. Das discussões no Conselho, saiu uma concepção de museu que temos certeza, será um sucesso! Um museu receptivo para o público infantil, dinâmico, e que será atraente e renovado o ano inteiro”, disse Sérgio Machado. 

O gerente de Cultura disse também que algumas ações dependem da mudança climática para serem realizadas e que os trabalhos para preservação do patrimônio histórico já começaram. “Um dos pontos frágeis do edifício é o telhado e só será possível restaurá-lo depois das chuvas, por isso a impressão é de que tudo está parado, mas não está! Estamos retirando o acervo do prédio e levando para um local seguro e com excelentes condições ambientais, para protegê-lo, catalogar e restaurar o que for necessário. Em breve iremos apresentá-lo à população. Tudo está sendo feito com muito cuidado”, garantiu.

Sérgio falou ainda que serão analisados projetos também para a Praça João Pessoa. “Não podemos nos esquecer da Praça da Estação, que terá um papel central no novo museu e que tem problemas sociais agudos. Realizamos diversos estudos, e vamos discuti-los num fórum ampliado, com a participação da comunidade e envolvendo as instituições afins. Enfim, estamos lançando um olhar profundo sobre aquele que é o nosso espaço histórico mais bonito e um dos mais importantes”, concluiu.

 

 

 

A campanha realizada pela administração municipal desde setembro para incentivar a regularização de dívidas pelos contribuintes garantiu o reforço do caixa da Prefeitura em R$ 1.371.291,09. O valor foi divulgado nesta sexta-feira, 15, pela Secretaria de Finanças e corresponde ao montante arrecadado até terça-feira, 12. 

O programa de redução de juros e multas, instituído a partir de aprovação de projeto encaminhado pelo Executivo à Câmara, permite descontos de até 90% sobre os juros e multas dos créditos tributários vencidos. As dívidas podem ser parceladas em até 24 vezes, sendo o percentual de dedução variável, de acordo com o número de prestações. O prazo para adesão segue até o dia 28 de dezembro. 

Os interessados podem protocolar o requerimento no saguão de atendimento ao cidadão da Prefeitura de Itaúna. Não há cobrança de taxa para a realização desse procedimento.  Em parceria com o poder Judiciário foram feitas ainda audiências com os devedores inscritos na dívida ativa, com processos já em trâmite ou prestes a serem ajuizados, para incentivar os acordos. 

 

 

 

Decorar os centros comerciais para o período de festas se fim de ano é uma tradição na maioria das cidades. A iniciativa tem como objetivo aumentar a circulação de pessoas nessas áreas e, consequentemente, fomentar a economia, num período considerado como o de maior lucro para o setor. Em Itaúna, esse costume chegou a ser deixado de lado em alguns períodos, mas, foi retomado há alguns anos, por meio de parcerias do poder público municipal com as entidades que representam o empresariado. Em 2017, mais uma vez, a administração de Itaúna firmou acordo com a Câmara de Dirigentes Lojistas – CDL -, para a ornamentação e iluminação da região central. No entanto, a medida, bastante elogiada por empresários e consumidores, em geral, enfrentou resistência no Legislativo.  

O projeto de lei que permite o governo a abrir crédito especial e destinar os recursos à CDL, como contrapartida na execução da decoração natalina, chegou ao plenário para ser apreciado e votado pelos vereadores nesta semana. De acordo com a matéria, o governo poderá gastar até R$ 25 mil. Parlamentares da ala de oposição aproveitaram as discussões para criticar o investimento.  

Otacília Barbosa disse que o Munícipio tem outras prioridades e que a os recursos poderiam ser utilizados em outras áreas.  Alexandre Campos lembrou que as vendas do período aquecem a economia e geram arrecadação para a cidade, mas alegou que não existem critérios para a ornamentação e reclamou da mudança do lugar da árvore de Natal instalada na Praça da Matriz. Márcia Cristina defendeu a aplicação do dinheiro na Saúde, setor que foi a bandeira de campanha dela. 

Os demais parlamentares, com exceção de Antônio de Mirada Silva, justificaram a aprovação do projeto, salientando a importância da decoração para o comércio, a geração de emprego e renda e a arrecadação de impostos.  O presidente da mesa diretora, Márcio Gonçalves “Hakuna”, alertou que o Legislativo precisa adotar uma postura melhor na discussão das matérias. 

“Entendo que é preciso abandonar discursos vazios, argumentos fracos, é necessário  tornar o debate mais elevado, em alto nível. A população merece este tipo de conduta”, frisou. A abertura de crédito especial foi aprovada com votos contrários de Alexandre Campos, Márcia Cristina, Otacília Barbosa e com abstenção de Antônio de Miranda. 

 

 

 

 

 

Na terça-feira, 12, a Prefeitura iniciou a remoção da faixa elevada de pedestres, a chamada traffic calming, instalada na administração passada, na avenida Dorinato Lima, no bairro Morro do Engenho. A obra é alvo de uma Ação Civil Pública, ajuizada pela Promotoria de Defesa do Meio Ambiente, Habitação e Urbanismo. No entanto, a retirada não foi concluída devido a impasses provocados pelo descontentamento de moradores das imediações com a medida. As informações são de que o governo avalia agora as providências a serem tomadas, para atender às determinações do órgão e ao mesmo tempo, garantir a permanência do dispositivo de segurança no local. 

O Ministério Público realizou perícia e identificou 13 falhas na implantação da travessia. “As irregularidades são referentes ao comprimento da faixa elevada e à altura. Também não foram mantidas as drenagens superficiais, como dita a norma. A pintura desse dispositivo não foi realizada da forma correta. Assim, a Gerência de Trânsito identificou as falhas e vai fazer as modificações, seguindo as recomendações da Promotoria para deixar o local seguro e em conformidade com as especificações técnicas”, explicou o gerente de Mobilidade Urbana, Audrey Juliano Ferreira Leite.

Os problemas foram apontados em laudo, assinado por um profissional da Engenharia Civil e também pela Central de Apoio Técnico do Ministério Público – Ceat -, que concluiu sobre a necessidade de cumprimento das normas que fixam os critérios básicos para o planejamento urbano.

 

Relatório aponta falhas

 

De acordo com o relatório, a análise realizada constatou que a largura da superfície plana (plataforma) corresponde a 3,94 metros, desrespeitando o valor mínimo estabelecido pela norma; a inclinação das rampas equivale a aproximadamente 16%, extrapolando os limites normativos, fixados entre 5 e 10%; e a inclinação da faixa elevada no sentido do cumprimento desrespeita o máximo de 5%, uma vez que foi constatada variação de 6,6%. 

Também foram indicadas a falta de sinalização adequada, como pintura e instalação de placas, e ausência de regulamentação da velocidade máxima permitida, que para a via é de 40km/h. Outro fator observado pelo Ministério Público foi a construção do dispositivo próximo a uma esquina, interferindo na correta visualização.

A Promotoria apresentou essas conclusões em 26 de outubro de 2016, quando foi instaurado um inquérito civil. À época, a administração do ex-prefeito Osmando Pereira argumentou que a instalação do traffic calming decorreu de demanda dos moradores da região.

No ano passado, cerca de 60 redutores de velocidade foram construídos em várias regiões da cidade, incluindo a zona rural. A atual administração informou que desde janeiro está realizando estudos de viabilidade técnica dos “traffic calming” e quebra-molas instalados na cidade. A conclusão da Gerência de Mobilidade Urbana é de que dezenas deles estão em desacordo com a legislação vigente. 

Impacto danifica estrutura do presídio

Um redutor de velocidade instalado em 2016 em frente ao presídio, na rua Santana, foi removido em agosto, após serem verificados danos ao muro de alvenaria, que poderiam culminar no desabamento de parte da estrutura. 

Atendendo ao pedido da administração do sistema prisional, a Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços realizou uma vistoria e apontou em laudo que “as rachaduras identificadas no trecho danificado são aparentemente recentes, sem sinais de proliferação de limo ou presença de sujeira nos interstícios”. O relatório concluiu que as vibrações provocadas pelo tráfego de veículos ao passarem pelo dispositivo acima da velocidade permitida podem ser suficientes para causar os danos observados no muro do presídio.

“Esse dispositivo foi retirado após análise que constatou irregularidades quanto à instalação, agravadas com o impacto dos veículos pesados e o fato de a via ser rota do transporte coletivo”, explicou Audrey. Ainda segundo ele, foi feita a pintura viária e um estreitamento de pista na qual é possível reduzir em 30% a velocidade, mantendo a via segura. O novo padrão também garante economia para o Município, uma vez que tem eficácia comprovada e custos menores que a instalação de quebra-molas.

 

Quebra-molas construído na subida

 

Outro quebra-molas construído de forma irregular é o da rua 13 maio, que é uma subida e tem sentido único, a partir da XV de Novembro para os bairros Vila Nazaré e Novo Horizonte. Vários motoristas já reclamaram do redutor de velocidade instalado na localidade, que dificuldade a subida de ônibus e caminhões. 

A resolução n.º 600 do Conselho Nacional de Trânsito – Contran –, de 24 de maio de 2016, prevê em seu artigo 5º, a inclinação em até 6% na via como condição para instalação desse tipo de dispositivo. A Secretaria de Regulação Urbana fez as análises e verificou que o índice está acima de 9%.

 

 

 

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