Sábado, 21 Abril 2018

A Fundação João Pinheiro abriu inscrições para quatro cursos gratuitos a distância nas áreas de formação de professores e tutores, gênero e políticas públicas para as mulheres e história oral. As capacitações têm duração entre 30 e 40 horas e são destinadas a educadores, gestores, pesquisadores, estudantes e demais profissionais interessados nos temas.

As vagas, limitadas, serão ocupadas por ordem do cadastramento, em www.eg.fjp.mg.gov.br/index.php/inscricoes-ead. O candidato receberá correspondência com a confirmação da matrícula e orientações para acesso ao ambiente virtual de aprendizagem da instituição. Para outras informações estão disponíveis o endereço eletrônico O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo. e o telefone (31) 3448-9635.

 

Foi comemorado na quarta-feira, 21, o Dia Internacional da Síndrome de Down. No Brasil a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - Apae  - é referência no trabalho com pessoas que nascem com Down. A instituição sensibiliza os pais a aprenderem a desviar o olhar e focar no desenvolvimento do filho, promovendo o fortalecimento dele.

De acordo com a gerente de saúde do Instituto Santa Mônica, a Apae de Itaúna, a inclusão imediata da criança com Síndrome de Down em diversos eixos de cuidados e intervenções é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento, garantindo qualidade de vida a longo prazo. “Quando digo síndrome e deficiência, é porque a Síndrome de Down é uma alteração genética que sempre vem acompanhada da deficiência intelectual, nos mais diversos níveis de intensidade, podendo também gerar outros comprometimentos cognitivos e físicos”, explicou Kariny da Conceição Campos Alves.

A profissional conta que durante o acolhimento na Apae, os pais se encontram aflitos e perdidos com o “novo”. Neste momento, é contado em detalhes por eles todo o processo que vai desde a gravidez até o nascimento. “Costumo após a escuta fazer a seguinte pergunta: ‘Qual é a cor dos olhos de seu filho?’. O silêncio toma conta da sala e é neste momento que eles entendem que além da síndrome, há um indivíduo que almeja tudo que qualquer outra criança almeja, o aconchego dos pais e familiares, o amor, os ensinamentos e muito mais”, relatou a gerente de saúde.

As potencialidades das pessoas com Down, que são inúmeras, e as limitações são conhecidas no dia a dia. Elas são adequadas para que haja a inclusão em todos os meios de vivência como, por exemplo, a escola, lazer, esporte, saúde e trabalho. “A verdade é que a deficiência em lidar com as diferenças é nossa e não da pessoa que possui a síndrome e outras deficiências”, ressalta Kariny.

 

"... a inclusão imediata da criança com Síndrome de Down em diversos eixos de cuidados e intervenções é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento, garantindo qualidade de vida a longo prazo"

 

Amor e superação

 

“Quando a Lara nasceu e o médico disse que ela tinha a Síndrome de Down foi um choque, pois no ultrassom não havia mostrado nada. Procuramos outros profissionais, que não confirmaram, até que, para ter a certeza, foi feito um exame chamado Cariótipo, específico para o diagnóstico. Aí veio a confirmação. Nesta época ela já tinha quase dois meses de vida, mas já frequentava a Apae desde os  15 dias. Quando descobrimos, ficamos assustados porque nunca havíamos convivido com uma criança especial, mas logo tudo passou e nos adaptamos a ela, e ela a nós. Hoje, Lara tem cinco anos e já estuda em uma escola normal. Faz tudo que uma criança normal faz, manteve os atendimentos na Apae, entre outras atividades como fisioterapia, equoterapia e fonoaudiologia. Não tivemos problemas com o desenvolvimento, pelo contrário, é bem avançado. Ela começou a andar com nove meses, a falar com pouco mais de um ano”.

 

 

Simone Souza, madrinha de Lara.

 

Foi comemorado na quarta-feira, 21, o Dia Internacional da Síndrome de Down. No Brasil a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais - Apae  - é referência no trabalho com pessoas que nascem com Down. A instituição sensibiliza os pais a aprenderem a desviar o olhar e focar no desenvolvimento do filho, promovendo o fortalecimento dele.

De acordo com a gerente de saúde do Instituto Santa Mônica, a Apae de Itaúna, a inclusão imediata da criança com Síndrome de Down em diversos eixos de cuidados e intervenções é de extrema importância para o crescimento e desenvolvimento, garantindo qualidade de vida a longo prazo. “Quando digo síndrome e deficiência, é porque a Síndrome de Down é uma alteração genética que sempre vem acompanhada da deficiência intelectual, nos mais diversos níveis de intensidade, podendo também gerar outros comprometimentos cognitivos e físicos”, explicou Kariny da Conceição Campos Alves.

A profissional conta que durante o acolhimento na Apae, os pais se encontram aflitos e perdidos com o “novo”. Neste momento, é contado em detalhes por eles todo o processo que vai desde a gravidez até o nascimento. “Costumo após a escuta fazer a seguinte pergunta: ‘Qual é a cor dos olhos de seu filho?’. O silêncio toma conta da sala e é neste momento que eles entendem que além da síndrome, há um indivíduo que almeja tudo que qualquer outra criança almeja, o aconchego dos pais e familiares, o amor, os ensinamentos e muito mais”, relatou a gerente de saúde.

As potencialidades das pessoas com Down, que são inúmeras, e as limitações são conhecidas no dia a dia. Elas são adequadas para que haja a inclusão em todos os meios de vivência como, por exemplo, a escola, lazer, esporte, saúde e trabalho. “A verdade é que a deficiência em lidar com as diferenças é nossa e não da pessoa que possui a síndrome e outras deficiências”, ressalta Kariny.

 

Nesta quarta-feira, 21, foi celebrado em todo o mundo o Dia Internacional Contra a Discriminação Racial. Apesar de Itaúna possuir grande influência da cultura africana, como a festa do Reinado, que conta com várias guardas atuantes, a Folia de Reis, o Hip-Hop e o movimentos de capoeira, ainda é pouco discutida na cidade a realidade dos afrodescendentes e a falta de oportunidades para esse público.

Negros e brancos, defensores do combate ao racismo se articularam e criaram uma mobilização para trabalhar o respeito e a inclusão de todos na sociedade. Em conversa com o JORNAL S’PASSO, uma das líderes da iniciativa, Edênia Ribeiro Alcântara, disse que mesmo muito tempo depois da segregação racial, muitos ainda sofrem. “É algo antigo, mas nós vemos, principalmente no nosso município, que, infelizmente, pessoas ainda são discriminadas. Não é uma coisa explícita, é velado”, comentou.

Edênia falou também da falta de oportunidades e da exposição de crianças e adolescente a situações de risco por causa disso. “Sou moradora de um bairro considerado periférico, onde a gente vê que a maioria da população é composta por negros, inseridos num contexto social de alta vulnerabilidade. São pessoas geralmente sem estudo. Ali, os jovens estão expostos às drogas e à criminalidade. E o que é feito pelo poder público para sanar esse problema? Esse é um questionamento, que nós do Movimento Negro sempre levantamos”, disse.

Segundo Edênia, a militância em Itaúna acaba limitada, por falta de apoio. “O Movimento Negro geralmente se articula mais na semana da Consciência Negra, que é em novembro. Fora isso, temos alguns encontros, algumas conversas. Por falta de incentivo, de suporte, nossas ações ficam meio limitadas”, relatou.

 

Mobilização intensificada

 

Para o delegado Jorge Antônio Pereira de Mello, militante da causa desde 1978, é fundamental que as pessoas estejam unidas na erradicação da discriminação racial e também de outros gêneros, além de buscarem direitos iguais.

“Já apurei crimes dessa natureza [discriminação] em outros lugares e até que aqui em Itaúna a incidência é bem menor. Já nos deparamos com casos, mas num nível bem menor. Começamos a organizar esse público na cidade para irem de encontro com as propostas da Unegro, que é a União de Negras e Negros pela Igualdade. Eu já faço parte há muito tempo. Agora, nós estamos discutindo os projetos e vamos criar uma unidade da organização em Itaúna. A Unegro vai movimentar o debate sobre a questão.Também estamos participando com outros segmentos da sociedade nesse trabalho de melhorar a sociedade como um todo. Queremos o fim da homofobia e a erradicação da violência. Quem passou o que os negros passaram ao longo da história do Brasil e ainda passa até hoje, não pode ficar parado. A mobilização visa isso, fazer com que esses absurdos sejam erradicados”, pontuou o delegado.

Jorge Mello possui vasto currículo na luta contra a discriminação racial e em outros movimentos sociais. “Em Juiz de Fora, como militante do movimento negro de lá, participei de todo o processo  da Constituinte. Inclusive, nós conseguimos coletar várias assinaturas para as emendas que tornaram racismo crime. Havia a ideia de que no Brasil não tinha racismo, de que havia a democracia racial plena e isso nos incomodava bastante. Existe um racismo que não é só individual, de pessoa para pessoa, mas do Estado, que contribui para certa segregação, em relação às oportunidades. O que nós pretendemos é alcançar igualdade e oportunidade. Que as autoridades, desde o presidente da República até a mais simples pessoa, tenham direitos iguais. O que desequilibra as coisas no Brasil é isso, uns podem, outros não. Uns são presos, outros nem de longe passam na cadeia”, salientou.

 

Semana da Consciência Negra

 

Em 2014, o ex-vereador Leonardo Rosenburg, o “Léo Bala”, conseguiu aprovar a criação da Semana da Consciência Negra em Itaúna. A lei estabeleceu que o poder Executivo deve apoiar a organização de eventos e criar mecanismos que possibilitem a realização de atividades, junto à Câmara, com entidades da sociedade civil, visando ampliar e debater a cultura afrobrasileira e melhorar a qualidade de vida dessa população no município.

 

Vários bairros de Itaúna receberam academias ao ar livre nos últimos anos. E os equipamentos para a prática de exercícios físicos em praças e parques caiu no gosto da população. Uma das solicitações mais ouvidas pela reportagem ao percorrer as diversas regiões da cidade é referente à instalação desses aparelhos em espaços públicos. No Cidade Nova não foi diferente. Nesta semana, moradores citaram o exemplo do Morada Nova, já contemplado, e afirmaram que também cobraram o benefício.  

 

Um morador do Cidade Nova disse à reportagem que o único espaço para lazer na região é o Parque Ecológico Professora Maria Ivolina Gonçalves. E lamentou as condições do local, que fica no Três Marias, mas, segundo ele, é frequentado pela população de todos os bairros adjacentes. 

 “A lagoa precisa de cuidados, assim como os equipamentos, que estão quebrados. Não há sequer um bebedouro decente, o mato tem tomado conta. Enfim, é uma situação de abandono”, comentou Ângelo Aparecido Santos. 

Há algumas semanas, a insatisfação da comunidade do Cidade Nova com a situação das vias públicas ganhou repercussão na internet. A população usou as redes sociais em manifestações de indignação, principalmente devido ao mato, que crescia há meses nas ruas e lotes vagos abandonados, favorecendo a proliferação de animais peçonhentos. Uma moradora contou ao JORNAL S´PASSO que localizou em casa um filhote de jararaca, que matou imediatamente, com medo de ser surpreendida. 

Além dos relatos postados em grupos do aplicativo WhatsApp e no Facebook, foram feitas cobranças a vereadores, para que levassem as demandas ao Executivo. Nas quatro últimas reuniões da Câmara, representantes da Casa fizeram indicações com pedidos de solução para os problemas, a maioria referente à limpeza e capina. “Basta olhar para o chão para comprovar as condições precárias em que estamos vivendo. Está uma vergonha”, reclamou Ângelo Aparecido Santos. 

Enquanto visitava o bairro, na manhã de terça-feira, 20, a reportagem se deparou com funcionários da Prefeitura, que capinavam um terreno em frente à Escola Municipal Artur Contagem Vilaça e o entorno da quadra, além da praça que fica perto da avenida Vicente Nogueira Penido. Na “Ernesto Vernúcio”, onde há um imóvel tomado pelo matagal, havia um sapo atropelado e mais à frente, na mesma rua, forte odor de animal morto. 

 

Descarte irregular de lixo e entulho 

 

Ainda de acordo com os depoimentos ouvidos no Cidade Nova, outra situação que contribui para o surgimento de bichos é o descarte irregular de lixo e entulho. Entrevistados disseram ao JORNAL S´PASSO que pessoas de outras localidades depositam restos de materiais da construção civil em lotes vagos no bairro. 

Segundo os relatos, membros da comunidade também deixam mobiliário velho nas calçadas, apesar do conhecimento de que esses itens não são levados na coleta convencional, responsável pela destinação dos resíduos orgânicos e dos recicláveis. “Basta ligar que buscam, eu mesma já usei, mas algumas pessoas não têm consciência”, comentou uma moradora. 

Duas vezes por semana, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae – realiza o recolhimento de equipamentos inservíveis em toda a cidade, mediante agendamento na autarquia. O “Cata-Móveis” dá a destinação correta para aqueles objetos que não têm mais serventia, como sofás, armários, televisores e colchões, por exemplo. Mais informações pelo telefone 3249 – 5800. 

 

Administração intensifica serviços 

 

Em resposta às reclamações feitas em todo o município devido à falta de manutenção das vias públicas, a Prefeitura iniciou no dia 26 de fevereiro a Operação Cidade Limpa. O mutirão passou primeiro pelo Jadir Marinho, Centenário e Santa Mônica. De acordo com o governo, as ações estão concentradas na regional do Morada Nova, desde o último dia 13, abrangendo também São Geraldo e Residencial, Aeroporto, Vila Washington, Santa Edwiges, Três Marias e Cidade Nova. 

As equipes realizam limpeza, capina, tapa-buracos, sinalização viária, substituição de lâmpadas queimadas por novas, além de manutenção nos bueiros e recolhimento de móveis e inservíveis. A previsão para a conclusão dos trabalhos nesta região é de duas semanas.

A operação é coordenada pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e executada em parceria com a Regulação Urbana e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae.  

 

O estado de algumas vias do bairro Aeroporto, como o da rua Jorge Antônio da Fonseca, chama a atenção de quem passa pelo local. Além dos buracos, que são muitos, lombeiras, semelhantes a quebra-molas, foram formadas nas laterais, rente à calçada.  Moradores e comerciantes da região cobram providências. 

 

Promessa antiga feita à população local, ainda no início do governo de Osmando Pereira da Silva, a creche do bairro Cidade Nova permanece inacabada. As obras estão paralisadas há pelo menos cinco meses e, de acordo com informações obtidas pela reportagem junto à Secretaria Municipal de Educação e Cultura – Semec -, foram iniciados os procedimentos para outra concorrência, visando a contratação de outras empresas, para conclusão também da unidade do Santa Edwiges. 

A empreiteira que assumiu os trabalhos em 2017 teve o contrato rescindido unilateralmente pela Prefeitura, por descumprimento do cronograma. Uma única construtora era responsável por ambos os empreendimentos, mas, agora, serão contratadas duas, com o objetivo de garantir agilidade aos serviços, conforme apurado pelo JORNAL S´PASSO. 

 

 Invasão do prédio

 

A estrutura do prédio da creche do Cidade Nova já começa a ser prejudicada por vândalos. Apenas um arame é utilizado para lacrar o portão, porém, mesmo que houvesse cadeado, continuaria fácil para os invasores terem acesso ao interior da construção, tendo em vista que abriram um grande buraco. Relatos feitos à reportagem são de que o espaço sempre amanhece aberto e os próprios moradores da vizinhança fecham, no intuito de proteger o patrimônio, quando constatam a situação. 

 

Capacidade para 120 crianças 

 

De acordo com a Prefeitura, a creche do Cidade Nova terá capacidade para atender 125 crianças, com idade entre zero e três anos. Já o núcleo educacional do Santa Edwiges contará com 125 vagas, para a mesma faixa etária, em horário integral. 

 

As obras para instalação do elevador no prédio da Câmara estão avançadas. A expectativa é de que o equipamento, que é  demanda antiga para a garantia da acessibilidade à sede do Legislativo, esteja pronto em aproximadamente 45 dias. O anúncio foi feito pelo presidente da Casa, Márcio Gonçalves “Hakuna”, durante a reunião ordinária desta semana. “Vamos estabelecer metas e creio que em breve estará em funcionamento”, comentou. 

 

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