Mineração Usiminas investe R$ 140 milhões em nova tecnologia para disposição de rejeitos

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De acordo com o diretor da Musa, Wilfred Theodoor Bruijn, apesar dos custos de implantação e de operação superiores aos das barragens convencionais, a opção pelo método antecipa uma tendência para o futuro do segmento. “A filtragem vem sendo usada com sucesso em regiões com acesso restrito à água e, agora, conseguimos adaptar com sucesso a técnica à nossa realidade. Isso vai garantir ganhos em relação à preservação dos recursos naturais e manter o elevado padrão de segurança, que já é nossa marca”, comentou. “Avaliamos que será mais vantajoso e em linha com os anseios da sociedade”, completou.

Além de garantir processos bem mais seguros, empilhamento do rejeito filtrado também demanda menor área para disposição e permite ações imediatas de controle de impactos. Logo que formada, a pilha simultaneamente é revegetada para fins ambientais e geotécnicos. A metodologia apresenta ainda maior vida útil da estrutura, eleva os níveis de recuperação de água, bem como oferece maior controle e estabilidade.

Geração de emprego

A estimativa é que sejam gerados cerca de 300 postos de trabalho durante as obras e outras 50 vagas em caráter permanente. A perspectiva é de que o licenciamento seja concluído até dezembro de 2018, com início das intervenções para implantação do projeto imediatamente. O prazo para a conclusão desse trabalho está estimado em 12 meses.

Opção mais inteligente

Sobre a decisão da Mineração Usiminas – Musa -, de investir no novo sistema, o secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Germano Vieira, afirmou: “Temos trabalhado firmemente no fomento de novas tecnologias para disposição de rejeitos, bem como em alternativas para construção de barragens. O governo de Minas, seguindo diretrizes legais, busca a convergência entre o desenvolvimento econômico e a preservação dos recursos naturais. E enaltece todos os projetos que cumprem essa premissa, tendo em vista que o maior beneficiário de todo esse processo é o cidadão mineiro”.

Uso racional da água

O Sistema de Disposição de Rejeitos da Musa, em processo de licenciamento ambiental, visa aprimorar a destinação dos resíduos das operações. Os materiais serão enviados para uma planta composta basicamente por processo de espessamento e a filtragem propriamente dita. A água originada no processo retorna para a flotação, enquanto a torta de rejeitos filtrados é transferida por meio de uma correia transportadora que formará a pilha intermediária. Depois de todos os procedimentos, tratores e rolos espalham e compactam.

A perspectiva da diretoria da Musa é elevar o nível de recirculação de água no processo produtivo, uma vez que não haverá perdas do insumo por infiltração e evaporação, o que é normalmente observado no sistema de disposição em barragem convencional. Adicionalmente, parte dos recursos hídricos retidos junto com o rejeito no reservatório, passará diretamente para a planta, uma vez que o sistema de filtragem aumentará a concentração de sólidos no rejeito final, dos atuais 45% para aproximadamente 88%.

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