Gustavo Mitre chega à Assembleia com estratégias de atuação bem articuladas

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Gustavo Mitre (deputado estadual eleito para a 19ª Legislatura – PSC/MG)

Após anos sem representatividade na Assembleia Legislativa de Minas Gerais – ALMG –, Itaúna voltou a contar com um deputado estadual, ao eleger Gustavo Mitre para uma cadeira na Casa. Ele fez o compromisso de buscar melhorias para o município, tornando-se um canal entre a cidade, o governo do Estado e a União. E, assim que foi anunciado o resultado do pleito de 2018, começou a movimentação para colocar em prática as propostas anunciadas durante a campanha e estreitar os laços com as esferas superiores, iniciativa fundamental para viabilizar a vinda de mais recursos. Com isso, mesmo antes de assumir o mandato, o parlamentar eleito e já diplomado, conseguiu R$ 500 mil em emendas para o Hospital Manoel Gonçalves.

Em entrevista ao JORNAL S´PASSO, Gustavo Mitre contou como obteve sucesso ao pleitear as verbas para Itaúna, em meio a um cenário de recessão, em que prefeituras de todo o país e mais ainda, do território mineiro, devido ao confisco praticado por Fernando Pimentel, “lutam” incessantemente por isso. O deputado estadual falou ainda sobre os planos para o início dos trabalhos na ALMG e os contatos feitos até o momento em todo o país.

Quais fatores impulsionaram você a buscar recursos para o Hospital Manoel Gonçalves, mesmo antes de ocupar a cadeira na Assembleia?

Primeiramente, a vontade de retribuir o cidadão itaunense o carinho recebido durante a campanha e também no cotidiano. Como sempre disse, mesmo antes do período eleitoral, minha vontade era de deixar a população orgulhosa de nossas ações e representação.

Como foi esse processo? O que foi determinante para que você conseguisse as emendas?

Após as eleições, eu não descansei. Comecei uma peregrinação por gabinetes de deputados e senadores, que fazem parte do meu ciclo de relacionamento, relatando minha vontade de contribuir com Itaúna e algumas cidades, mesmo antes de tomar posse.O fator determinante, como já disse, foi minha vontade de retribuir o carinho dos itaunenses, aliado aos relacionamentos que adquiri ao longo da minha vida.

Milhares de municípios estão em busca de dinheiro, principalmente por causa da crise em que o país se encontra. Nesse cenário, conseguir emendas estaduais é uma tarefa difícil. E federais, ainda mais. Você conseguiu trazer recursos de ambas as esferas para Itaúna, qual foi sua argumentação para viabilizar essa conquista?

Existe uma cota de verbas para mandar aos municípios e parte do montante é destinada à área de saúde. Estive com vários parlamentares, dentre os quais, o senador Zezé Perrela, os deputados Marcelo Álvaro Antônio, Fabiano Tolentino, Gustavo Corrêa, Fred Costa, dentre outros, verificando se algum deles ainda não tinha comprometido todo o orçamento. E, alguns ainda tinham possibilidades de fazer emendas ao Orçamento do Estado e União. Assim, contribuíram para que os recursos fossem empenhados.

Você trouxe para o Hospital de Itaúna meio milhão de reais. O montante vai beneficiar também a região, tendo em vista que moradores de outras cidades também são atendidos aqui. A saúde foi uma das bandeiras levantadas durante a campanha para deputado estadual. Você já tem outros projetos em vista para o setor?

De fato, fiquei muito satisfeito com esta conquista. O deputado Fabiano Tolentino destinou a meu pedido R$ 200 mil e o senador Zezé Perrela outros R$ 300 mil para nosso Hospital. Como tenho dito, o mandato é curto e compartilhado com o município de Itaúna e quando fiz a análise das necessidades da população itaunense, eu identifiquei que uma das prioridades é a saúde pública. Por isso, minha primeira escolha foi conseguir os recursos para a Casa de Caridade.

A respeito de demandas futuras, já conversei com a provedora do Hospital, Marilda Chaves, e com os diretores, Antônio Guerra e Francisco Mourão, dizendo que gostaria que meu gabinete fosse uma extensão das necessidades de Itaúna. Solicitei que façam um estudo sobre o que é necessário hoje. Faremos o possível para atingir os objetivos.

Estou tentando agendar uma reunião com o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, a fim de providenciar a habilitação dos serviços de Oncologia. Esse é o meu principal projeto para o momento.

Mesmo antes da posse como deputado estadual, você já fez articulações com a nova gestão de Minas Gerais. Já tevea oportunidade de estar pessoalmente com Romeu Zema? E como é seu relacionamento, enquanto político, com o governo Jair Bolsonaro?

Sim, tenho uma ótima relação com o governador Romeu Zema e com o vice, Paulo Brant, pois participei ativamente de reuniões do Partido Novo no decorrer dos últimos dois anos. Chegamos, eu e um amigo, o advogado Jardel Magalhães, inclusive, a participar de um congresso da sigla, com a presença de Zema, João Amoedo e Bernardinho, em novembro de 2017.

Com relação ao governo do presidente Bolsonaro, vários amigos farão parte da equipe, inclusive, um deles é o deputado federal Marcelo Álvaro Antônio, que tomou posse esta semana como ministro do Turismo. Fiz questão de prestigiá-lo.

Quando começa a atuar efetivamente como deputado estadual? E quais são as primeiras medidas que pretende adotar no cargo?

O mandato de deputado estadual terá início em 1º de fevereiro. Pretendo atuar em algumas áreas específicas na Assembleia, tenho vários objetivos para o início dos trabalhos, podendo citar alguns como: não deixar que o Estado crie novos impostos e avaliar a possibilidade de abaixar algum tributo; fazer a defesa da escola de tempo integral; tentar mudar a Comissão Extraordinária de Transportes Férreos para permanente;buscar junto com o Estado e a União uma política para a prevenção às drogas, naturalmente com uma forma adequada de tratamento dos dependentes químicos e a continuidade do acompanhamento depois. Essas são algumas das propostas que já tenho.

E em outra frente, vou lutar por mais recursos e projetos para os municípios onde pretendo atuar, principalmente Itaúna, que é minha base de sustentação. Não medirei esforços para deixar o cidadão orgulhoso de minha representação.

Com este cenário crítico em que o Estado está hoje, você acredita que será mais difícil colocar em prática projetos que beneficiem a região num primeiro momento?

O momento é delicado, o Estado está em uma situação muito difícil, mas tenho convicção que conseguiremos atingir nossos objetivos. 

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