Passados mais de 80 dias, ponte no Lopes continua interditada e sem previsão para reparo

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Projeto de construção de nova estrutura de acesso no Distrito Industrial, condicionante para a vinda de uma grande empresa para a cidade, também está parado

Após mais de 80 dias interditada, a ponte na comunidade de Lopes continua sem previsão para ser liberada. No final de fevereiro, a estrutura se rompeu, sendo necessária a criação de um desvio, única solução encontrada pela Prefeitura, conforme a mesma informou à reportagem, devido às chuvas, que acabou agravando a situação, uma vez que nem mesmo os trabalhos paliativos puderam ser realizados. O desvio foi feito pela estrada das Tocas, no terreno dos Bahia.

Em busca de uma solução, a comunidade rural segue cobrando dos vereadores e da Prefeitura que uma atitude seja tomada, já que é iminente a necessidade de reforma ou construção de uma nova estrutura. Nessa terça-feira, 14, mais uma vez, a demanda voltou a ser debatida na Câmara Municipal.

O vereador Anselmo Fabiano cobrou uma solução definitiva. “Que a gente possa sanar essa questão o mais rapidamente possível”. Gláucia Santiago, que tinha agenda com membros do governo estadual, solicitou o projeto da ponte e disse que talvez conseguisse entregar o documento diretamente ao governo estadual e, quem sabe, conseguir as vigas e os materiais restantes para a obra.

O presidente da Câmara, Alexandre Campos, esteve com o Senador Carlos Viana, que se comprometeu a buscar junto ao Secretaria de Estado de Transportes e Obras Públicas – Setop – um tubo armco para a ponte da comunidade de Lopes.

Distrito Industrial

Além da ponte nos Lopes, a passagem no Distrito Industrial também foi alvo de reclamações dos parlamentares. A construção de uma nova ponte é demanda antiga e já foi anunciada diversas vezes, inclusive pelo próprio prefeito em entrevista ao S’PASSO.

No entanto, até o momento, Prefeitura e Estado ainda não conseguiram chegar a um acordo e as obras seguem sem previsão de início. Lacimar Cezário disse que foi até a comunidade de Brejo Alegre e que a ponte só não saiu do papel porque o governo estadual não cumpriu a promessa de repasse financeiro para as obras. Hudson Bernardes afirma que a questão está sendo tratada junto ao governo do Estado e que há possibilidade de a obra sair.

Em fevereiro, o prefeito Neider Moreira destacou a importância da obra para o Município, tendo em vista que foi uma das condicionantes para conseguir que uma empresa de grande porte se instale na cidade, gerando mais empregos e renda.

“Foi um compromisso que eu assumi com a nova empresa que vai ser instalada na cidade, que tem entre os clientes a Petrobrás, as grandes siderúrgicas e vai gerar, inicialmente, 230 empregos em Itaúna.  Já no seu primeiro ano de funcionamento, vai gerar algo entorno de R$ 100 milhões. As carretas que carregam os painéis elétricos da empresa não passam naquela ponte. Na reta final, hora deles decidirem onde iriam se instalar, estava entre Itaúna e Conselheiro Lafaiete, eu assumi com eles esse compromisso”, disse ao S’PASSO à época.

Ainda na entrevista, Neider disse que precisava da definição do governo do Estado para dar início a execução da obra. “Nós assinamos esse convênio de uma emenda parlamentar do deputado Agostinho Patrus, agora presidente da Assembleia, aproximadamente R$ 400 mil, e eu pedi ao Gustavo [Mitre] que somasse forças com ele. Pelo momento que a Prefeitura está passando, faz diferença no caixa”, comentou.

Estradas rurais

Muitos moradores da zona rural têm entrado em contato com a reportagem para reclamar sobre a situação das estradas nas comunidades de Itaúna. Segundo eles, as mesmas estão quase intransitáveis.

Segundo o vereador Silvano Gomes, apesar das graves condições na qual se encontram as estradas, elas já receberam diversas melhorias nos últimos meses. O secretário de Infraestrutura, Rosse Andrade, comentou que, apesar de ter assumido a pasta há pouco tempo, já está ciente dos problemas enfrentados pelas comunidades e que em breve será feito um levantamento sobre as áreas mais afetada, com um intuito de oferecer amparo nos locais.  

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