Itaúna fica mais de sete meses sem poder realizar testes de leishmaniose

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Após mais de sete meses sem a realização de exames de leishmaniose no município por causa de impasses nos governos Estadual e Federal, o teste rápido voltou a ser oferecido pelo setor de zoonoses nessa segunda-feira, 20, em Itaúna.

A Secretaria Municipal de Saúde explicou, por meio da Assessoria de Comunicação da Prefeitura, que houve um efeito cascata iniciado no governo Federal, responsável pela fabricação e distribuição dos kits de testes rápidos para os estados, que deixou de enviar o material em outubro do ano passado.

Os estados só voltaram a receber os kits no início do ano, porém, a Fundação Ezequiel Dias – Funed –, responsável pelo exame de confiança, após identificada a doença no teste rápido, parou de atender as demandas, retomando a realização dos diagnósticos somente agora.

O médico veterinário Carlos Nogueira destaca que a doença é endêmica, ou seja, já é comum na região e que a tendência, se não houver um controle eficiente, é que aumente o número de casos. “É uma doença de difícil controle que acabou se expandindo. Como é um mosquito que transmite, mesmo a gente tendo a vacina, algumas coleiras que protegem, outros medicamentos que também protegem como repelentes do mosquito, nenhum deles é 100%. Segundo a zoonoses de Itaúna, a gente tem quase 30% dos cachorros com leishmaniose na cidade e grande parte a gente nem sabe, porque não fizeram o teste”, cometa.

Carlos lembrou que é preciso investir em campanhas informativas sobre a doença. “A perspectiva não é muito boa. A vacina não é barata, as coleiras não são baratas, então, as pessoas de poder aquisitivo mais baixo não têm muita condição de evitar a doença e falta conhecimento, porque a gente não vê campanha de esclarecimento”, finalizou.

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