Caged aponta queda nas contratações formais em Itaúna

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O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados – Caged – divulgou mais um balanço da evolução de contratações no país. Os dados mais recentes são referentes a abril e Itaúna acabou fechando o mês com saldo negativo. No período, houve 815 admissões e 824 desligamentos, deixando o município no vermelho.

Por outro lado, somado os quatro primeiros meses do ano, o saldo de contratações de Itaúna é positivo. No ano, até agora, foram 3.483 demissões e 3.690 admissões, resultando no saldo positivo de 207 contratações a mais que desligamentos. Em fevereiro deste ano, o Caged registrou um total de 894 admissões e 748 desligamentos.

Indústria caminha a passos lentos

Uma sondagem industrial realizada pela área de estudos econômicos da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais – Fiemg – mostrou um aumento da produção no mês de abril, influenciado pelo maior número de dias úteis.

O índice de evolução da produção marcou 51,4 pontos em abril, voltando a situar-se acima dos 50 pontos, fronteira entre o recuo e elevação. Desta maneira, o índice de evolução avançou 4,4 pontos em comparação a março (47,0 pontos) e 0,9 ponto frente a abril de 2018, sendo o melhor para o mês em seis anos. Entretanto, apesar do aumento da produção, o número de empregados voltou a cair, após registro de estabilidade em março. O indicador evolução do número de empregados voltou a registrar queda, com 49,0 pontos em abril, sendo 1,1 ponto inferior ao de março (50,1).

O índice de intenção de investimento cresceu 0,8 ponto entre abril (52,9 pontos) e maio (53,7 pontos). O aumento ocorreu após o indicador acumular queda de 4,8 pontos nos dois meses anteriores. O índice avançou 0,5 ponto em relação a maio de 2018 (53,2 pontos) e foi o maior para o mês desde o início da série histórica, em 2014.

Com esses resultados, os empresários calibram para baixo suas expectativas, reflexo da frustração com o desempenho da economia nos primeiros meses do ano e da manutenção de níveis elevados de incerteza.

De acordo com a Fiemg, os principais problemas enfrentados pela indústria hoje são as demandas interna e externa insuficientes; competição desleal e com importados; dificuldades na logística de transporte; falta ou alto custo de energia, da matéria-prima e de trabalhador qualificado, além da inadimplência dos clientes, falta de capital de giro e de financiamento a longo prazo, taxas de juros elevadas, burocracia excessiva e insegurança jurídica.

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