Itaúna registra 508 casos de dengue em cinco meses e entra em estado de alerta

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Após três meses de tranquilidade, Itaúna voltou ao estado de alerta contra a dengue. O município saltou de 02 casos em janeiro deste ano para 379 nas quatro últimas semanas epidemiológicas. Os dados são da Secretaria Estadual de Saúde. O último boletim epidemiológico foi divulgado nessa segunda-feira, 27.

No total, o município soma 508 registros de casos de dengue, o que o colocou na zona vermelha, com incidência alta, levando-se em consideração a faixa populacional.

Mesmo no período em que a doença estava sob controle na cidade, a Vigilância em Saúde já ressaltava a necessidade da população se sensibilizar e permitir o acesso dos agentes de combate a endemias nas residências e, principalmente, da importância de eliminar os possíveis criadouros do mosquito, que ficam dentro das casas.

Nessa semana, as ações de combate à dengue continuaram com as secretarias municipais de Saúde e Infraestrutura concentrando as atividades no bairro Piedade. As equipes retiraram materiais que poderiam servir de criadouro para o mosquito Aedes aegypti em um lote já conhecido pela população, por ser usado para descarte ilegal de lixo.

Chikungunya e zika vírus

Embora o número de casos prováveis de dengue no município tenha subido de forma rápida e alarmante, Itaúna não tem problemas, ainda, com a chikungunya, que teve apenas quatro registros até agora no ano, e nem com o Zika vírus, com apenas um caso provável. De janeiro até essa segunda-feira, 27, Minas Gerais registrou 341.603 casos prováveis (casos confirmados + suspeitos) de dengue. No ano, até o momento, foram confirmados 65 óbitos por dengue.

Como uma das medidas adotadas para conter o avanço dos casos no estado, a Secretaria de Estado de Saúde declarou situação de emergência em Saúde Pública nos municípios de abrangência das macrorregiões centro, noroeste, norte, oeste, triângulo do norte e triângulo do sul do estado. A partir dessa ação, de acordo com o governo estadual, é possível mobilizar recursos de forma mais ágil para enfrentamento do Aedes aegypti e estruturação de serviços de atendimento às pessoas infectadas pelo vírus causador da doença.

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