Servidores do Saae podem perder insalubridade

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Vereador afirma que redução salarial pode representar até 40% dos rendimentos de alguns servidores

Cerca de 80 servidores do Serviço Autônomo de Água e Esgoto – Saae – podem perder a gratificação sobre a insalubridade, que compõe o salário, aumentando assim os rendimentos. A gratificação é destinada àqueles servidores que trabalham em exposição à riscos para a saúde.

O assunto polêmico chegou até o plenário da Câmara. Hudson Bernardes, que compõe a base governista, afirma que a autarquia está revendo o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais – PPRA –, e que, por isto, alguns servidores podem ter a insalubridade retirada de seus salários. “Dos 93 servidores que hoje recebem, apenas 12 fariam jus ao benefício. No entanto, o prefeito já determinou que estudos sejam feitos para que o servidor não seja prejudicado”.

Lacimar Cezário afirmou que a polêmica surgiu depois de um pedido de informações da vereadora Otacília Barbosa. A fala indignou a vereadora. “Agora tudo é minha culpa?! Não tem nada disto. Eu fiquei sabendo que o Saae poderia retirar o benefício e quis me antecipar. Pedindo informações sobre esta questão”.

Antônio de Miranda afirmou que, em determinados casos, a redução salarial pode ser representar até 40% dos rendimentos dos servidores.

Dificuldades

Depois de ser informado que poderia não receber mais o adicional, um encanador, com 20 anos de trabalho na autarquia e que pediu para não ser identificado, temendo represália, disse que o corte é injusto. Ele começou na manutenção da rede de esgoto e hoje atua como encanador. “Trabalhamos em locais alagados e por mais que a gente não queira, temos contato com o esgoto. Como já faz parte do meu salário há muito tempo, eu considero salário. Não terei condições de saldar algumas dívidas se tirarem”, afirma.

O Saae informa que está reavaliando as atividades desenvolvidas e que algumas não são insalubres, por isto o corte.

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