Alex Arthur sugere que seu suplente, Maurício Aguiar, recebeu propina em eleição

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O filho do ex-vereador Maurício Aguiar, Fábio Aguiar, que protocolou denúncia pedindo a cassação de Alex Arthur, por falta de decoro parlamentar voltou a cobrar agilidade na apuração dos fatos pela Comissão de Ética.

Fábio afirmou que a Comissão tem papel fundamental na melhoria da imagem do Legislativo e se confundiu ao dizer que a punição mais branda seria a suspensão do vereador por 30 dias, quando na verdade, esta é a punição mais extrema. “Não é um fato isolado. O denunciado criou provas contra si próprio. As punições, a mais branda, é suspensão das atividades parlamentares por 30 dias corridos”.

Fábio solicitou que a Câmara, em sua decisão final, tomasse como base a lei orgânica do município que prevê cassação para atos de conduta ilegal. O pai do orador, Maurício Aguiar, é suplente de Alex Arthur, e seria beneficiado em caso de uma cassação. “Acontecendo a cassação de um, as outras coisas sairão. Aquilo não ficou só naquele áudio. Será uma vergonha a punição ser de apenas 30 dias. Demora-se 90 dias para apurar um fato claro”, criticou.

Antônio de Miranda, presidente da Comissão, lembrou que quase ninguém queria participar da Comissão de Ética e que Márcio Hakuna e Giordane Alberto refutaram compor o colegiado. “Estamos garantindo que entregaremos os trabalhos dentro do prazo. Existe um rito a se seguir. Mesmo com todos os problemas que enfrentamos vamos entregar os processos.  Isto chegou para a Comissão em 18 de março, mesmo após os atrasos, vereador correndo do pau. A mesma denúncia chegou para o Ministério Público e Polícia Civil em dezembro. E lá também não chegou-se a uma decisão. Tem alguém cobrando o MP e a Polícia Civil?”.

Márcio Gonçalves Pinto, Hakuna, se defendeu dizendo que é o vereador que mais participa de Comissões. “Não estou fugindo de minhas responsabilidades. Assumo todas e esta é uma Câmara de 17 vereadores. Cada um faz sua parte”.

Joel Arruda disse que a Comissão de Ética pode afunilar a decisão para uma cassação, se assim entender ser possível.

Já o relator da Comissão de Ética, Lucimar Nunes, disse que as reuniões foram todas abertas e que a decisão será tomada em conjunto pelos três membros da Comissão (Silvano Gomes, Antônio de Miranda e Lucimar Nunes). “Hora nenhuma arredei o pé. É uma comissão complicada, difícil de estar. Pode ficar despreocupado que aqui as decisões serão tomadas”.

Corrupção antiga

Alex Arthur, sem citar nome de ex-vereadores, lembrou que quando da eleição de Silmar Moreira, como presidente da Câmara, na Legislatura 2001/2002, um vereador teria “emprestado” R$ 5 mil para Aguiar. “Teve um vereador na época que emprestou R$ 5 mil para o tal vereador. Emprestou! Tem que ter cuidado quem tem telhado de vidro. Não deve jogar pedra. O Maurício Aguiar recebeu um dinheiro emprestado. R$ 5 mil e era sobre a Mesa Diretora”.

Arthur disse ainda que está tranquilo em relação ao assunto e que os fatos estão sendo apurados junto ao Ministério Público e Polícia civil. E que a tentativa de compra de votos, era um teste para Iago Souza Santiago. Lequinho diz que o vereador estava atuando em duas frentes, traindo a oposição na Câmara. O parlamentar repercutiu ainda a entrevista de Iago ao JORNAL S’PASSO e disse que o vereador colocou toda a Câmara em suspeição ao afirmar que empresários estariam dando as cartas no Legislativo e pediu rigor na apuração dos fatos.

Alexandre Campos, presidente da Casa, afirmou que se forem protocolados oficialmente pedidos para apuração de denúncias, estes serão levados adiante pela Mesa Diretora.

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