Decisão sobre possível cassação de Alex Arthur é adiada para quarta-feira

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Em seu parecer, Comissão de Ética propôs afastamento de 30 dias, mas Hudson Bernardes sugeriu adotar a Lei Orgânica

A Câmara dos vereadores adiou a decisão sobre o destino do vereador Alex Arthur. O parecer da Comissão de Ética foi marcado para ser apresentado em plenário em reunião extraordinária nessa sexta-feira, 28. No entanto, só na próxima quarta-feira, 03, o plenário decide se o vereador poderá ou não ser cassado.

O parlamentar responde por quebra de decoro, em processo instaurado pela Câmara e coordenado pela Comissão de Ética, após denúncia do vereador Iago Souza. Iago gravou Alex Arthur oferecendo a ele R$ 20 mil para faltar a sessão que elegeria o novo presidente da Câmara. A manobra beneficiaria o grupo da oposição, o qual Alex Arthur fazia parte. O escândalo, conhecido como “Escândalo dos pastéis” se arrasta há vários capítulos e deverá ter sua derradeira nesta quarta, às 14 horas.

O Regimento Interno não permite a cassação, sugere apenas um afastamento de 30 dias, sem remuneração. O texto foi seguido e adotado no parecer da Comissão de Ética, mas em uma manobra, Hudson Bernardes, desafeto de Lequinho, sugeriu adotar a Lei Orgânica e, consequentemente, a cassação. Hudson afirmou que seu pedido alicerçava-se no fato de que o Regimento Interno não pode sobrepor a Lei Orgânica.

A questão de ordem foi aceita pela maioria do plenário. Mas, Otacília Barbosa afirmou que o processo estava recheado de vícios jurídicos e classificou como lamentável a condução do processo. “Não posso votar uma cassação. O Regimento Interno não permite isto. Sou favorável ao relatório que foi feito pela Comissão. Tenho certeza que esse processo de cassação será anulado, por causa dos atropelos jurídicos”.

Antônio de Miranda, que presidiu a Comissão de Ética, disse que não se sentia confortável em votar uma possível cassação. “Voto com tranquilidade em me abster. Não adianta eu votar para ganhar palmas. Viemos para votar de uma forma e estamos votando de outra”.

O constrangimento era claro e Antônio José de Faria Júnior, o “Da Lua”, pediu a Mesa Diretora que adiasse a votação.  O presidente Alexandre Campos, atendeu ao pedido e, após submeter a decisão ao plenário, a votação foi adiada.

Alex Arthur se limitou a dizer que não houve oportunidade de defesa e que na quarta-feira sua advogada apresentará todos os argumentos.

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