Aida registra B.O. de cachorro que teve a pele arrancada em Azurita

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Moradores de Azurita ficaram chocados ao ver um cachorro, filhote, andado pelas ruas do distrito escalpelado. O animal foi resgatado por moradores na terça-feira, 25, e encaminhado a uma clínica veterinária em Mateus Leme. Depois de salvá-lo, uma das socorristas entrou em contato com a Associação Itaunense de Defesa Animal/Ambiental – Aida – pedindo ajuda para divulgar o caso e procurar mais informações sobre o ocorrido.

“Quando eu vi a foto fiquei horrorizada, nunca tinha visto nada igual, mandei mensagem para uma veterinária parceira da Aida, que recomendou que trouxéssemos o animal para Itaúna”, contou Michele Nogueira, presidente da associação.

Ao informar os socorristas que a Aida entraria no caso, foi recebida a notícia de que Mateus Leme não tinha recursos para tratar o cachorro e ele havia sido levado ao Centro de Zoonoses da cidade para que fosse feita uma eutanásia. “Começamos a ligar para a instituição, e parecia cena de filme porque quando conseguimos, ele já estava no bloco cirúrgico pronto para receber a seringa letal, literalmente, chegamos no último segundo para salvá-lo” afirmou Michele. 

Tião, nome dado ao cão, foi transferido para uma clínica veterinária em Itaúna. “Quando chegamos a Mateus Leme, a situação era pior que na foto, ele estava andando com a pele dependurada. Isso mexeu com meu psicológico, ele não avançou como animais costumam fazer quando estão machucados, estava entregue, parecia que tinha desistido de lutar”, contou em lágrimas a protetora. Ao chegar em Itaúna, o cachorro passou por uma anestesia geral para a limpeza e debridação de toda a ferida, além de uma coleta de exames e por fim, sedação, ficando em observação.

“Sei que não era nossa ‘obrigação’ resgatar um animal que não é da nossa cidade. Mas a gente não podia fechar os olhos para um cachorrinho que tinha a chance de ser salvo”, explicoi a presidente da Aida.

Tião acabou não resistindo aos ferimentos e morreu na quarta-feira, 26, sem que o autor do crime tenha sido identificado.

Informações sobre o caso

Segundo Michele, a Aida tentou registrar o Boletim de Ocorrência – BO – em Itaúna, mas o mesmo deve ser feito na cidade de origem do crime, portanto, em Mateus Leme. “Conseguimos fazer contato com o Sargento da Polícia Civil de lá e realizar o BO, já sendo em caminhado ao Ministério Público que abriu o processo de investigação judicial. Mas a Associação segue pedindo a cada morador de Azurita que caso saiba como o crime ocorreu, onde ou tenha visto o animal, que entre em contato com a Aida ou com a Polícia para que o caso seja solucionado.

De acordo com a Polícia Civil, são baixos os registros para esse tipo de crime na cidade, mas os dados não condizem com a realidade, pois em sua maioria as agressões não são notificadas ao departamento.    

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