Itaúna tem caso confirmado de raiva bovina

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Suspeita da doença começou após vários animais morrerem com os mesmos sintomas em Vista Alegre

Foi confirmado um caso de raiva bovina em Itaúna. De acordo com informações da Prefeitura, alguns óbitos de bovinos em uma fazenda em Vista Alegre chamaram atenção e quando outro animal apresentou os mesmos sintomas, uma equipe da Secretaria de Saúde foi até o local para coletar material para exames, sendo o mesmo enviado para análise da Fundação Ezequiel Dias – Funed -, que confirmou a existência da doença nessa quinta-feira, 04.

De imediato, o Instituto Mineiro de Agropecuária – IMA – foi notificado e fiscais agropecuários e médicos veterinários vieram à cidade já nessa sexta-feira, 05, para somar esforços com o Município nas ações preventivas e para impedir a possibilidade de proliferação do vírus. Os profissionais do IMA foram até a propriedade onde estava o animal que apresentou o resultado positivo.

Como os outros bovinos morreram com os mesmos sintomas do animal que teve a presença do vírus confirmada, a Prefeitura antecipou a campanha de vacinação contra a raiva em cães e gatos, que são as doses que o Município dispõe, no entorno da comunidade rural. Nessa sexta-feira, por exemplo, as ações se concentraram no Retiro dos Farias.

A campanha de vacinação contra a raiva estava agendada para ser realizada em agosto, mas por causa do ocorrido foi antecipada, pelo menos na zona rural, por enquanto.

Enquanto a Secretaria Municipal de Saúde se encarrega da vacinação dos animais domésticos que podem ser hospedeiros do vírus, os técnicos do IMA estão trabalhando em conjunto para analisar a saúde de outros bovinos e também dos morcegos, que transmitem a raiva para o gado ao sugar o sangue dos animais. Além disso, os profissionais do IMA vão orientar os moradores da comunidade rural onde ocorreram os óbitos de bovinos.

A doença

As espécies de morcegos que se alimentam de sangue, os hematófagos, atuam como portadores, reservatórios e transmissores do vírus da raiva.  O vírus encontra-se na saliva do animal e, obviamente, é necessário que a saliva tenha contato com uma ferida, uma vez que o vírus não atravessa a pele íntegra.

Após a transmissão, o vírus desloca-se para o sistema nervoso e o curso da doença leva em média 10 dias. O período de incubação da enfermidade varia de 3 a 15 semanas. Nos bovinos, a forma clínica mais comum é a raiva paralítica, entretanto, podem ocorrer casos de raiva furiosa. O animal afetado apresenta uma hipersensibilidade a todos os fatores externos. Ocorre uma nítida mudança de hábito, os sintomas evoluem para perda da consciência, mugido rouco, aumento do volume e presença de espuma na saliva, midríase, fezes secas e escuras, andar cambaleante, paralisia dos membros posteriores e evolução para a paralisia dos anteriores. A morte ocorre 4 a 8 dias após o início dos sintomas.

Nos casos de suspeita de raiva, não se deve matar o animal. É necessário aguardar a evolução natural do quadro e colher material para exame. Como a maioria das doenças que causam encefalite provocam sintomas semelhantes aos da raiva, tais como plantas tóxicas, doença de Aujesky, clostridioses, entre outros, somente o exame laboratorial pode definir o diagnóstico. Nas regiões endêmicas, o controle da raiva é feito com a vacinação sistemática de 100% dos animais susceptíveis e com o controle dos morcegos hematófagos.

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