Câmara quer impedir aumento de tarifas

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Autotrans sugere desemprego em troca de congelamento de preço de passagens

Informações dão conta que a Autotrans sugeriu um congelamento de tarifas em troca da redução de cobradores em seus ônibus. A imposição foi à forma que a empresa encontrou de persuadir a Prefeitura a aceitar, oficialmente, a redução nos quadros da empresa.

A Comissão Permanente da Prefeitura, que analisa os pedidos de reajuste, já está trabalhando em cima das planilhas apresentadas pela concessionária do transporte coletivo. Em pedido apresentado ao munícipio, na semana passada, a Autotrans solicita o reajuste, porém a decisão deve sair somente no decorrer da próxima semana.

O vereador Márcio Gonçalves Pinto, “Hakuna”, criticou a posição da empresa. Hakuna é o responsável pela lei que proibia a empresa de promover a acumulação de função pelos motoristas. Pela lei, os coletivos que circulam na cidade, obrigatoriamente teriam que ter a presença dos cobradores. A Autotrans entrou na Justiça e conseguiu uma liminar que a desobriga de cumprir a lei.   “Considerando que a Autotrans ganhou uma liminar, no meu conceito descabidamente, autorizando o acúmulo de funções, não duvido de que eles consigam, mais uma vez, o que querem”.

O presidente da Câmara, Alexandre Campos, repercutiu a matéria do Jornal S’Passo sobre o pedido de aumento pela Autotrans. Em vídeo, Campos afirma que as críticas sobre a prestação de serviço pela concessionária são constantes  e que o aumento será descabido, já que no ano passado houve um reajuste de mais de 10% nas tarifas. “Vamos fazer um pedido de informações sobre este pedido de aumento e nós não vamos deixar que este aumento ocorra novamente. Temos que barrar este aumento de um jeito de outro”.

Comissão Especial

Paralela à análise da Prefeitura, a Câmara também trabalha para impedir que o reajuste seja feito sem uma análise e um parecer detalhado sobre as atividades da Autotrans.  Instituída em abril deste ano, a Comissão Especial de Transportes da Câmara foi criada exclusivamente para analisar a concessão.  O grupo vem trabalhando em cima de documentos, porém encontra resistência na obtenção de dados, tanto por parte da prefeitura quanto por parte da própria concessionária.

Em junho, a Comissão solicitou informações ao Executivo e questionou o termo aditivo firmado entre a Prefeitura e concessionária  que dispensava a presença dos cobradores em metade da frota que circula pela cidade.  “A Comissão Especial continua no aguardo de diversas informações que foram requeridas junto ao Executivo relacionadas à concessão. Uma vez enviadas tentaremos concluir nosso relatório sobre os serviços prestados pela Autotrans” informa o presidente da Comissão Especial, Márcio “Hakuna”.

O relatório final da Comissão Especial deve ser apresentado em agosto.

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