Plano de Mobilidade urbana limita velocidade, cria vagas de estacionamentos e define zonas de tráfego

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Velocidade máxima: 40 Km/h

Aprovado pela Câmara, no dia 26 de junho, o Plano de Mobilidade Urbana, assim que colocado em prática, vai regulamentar o ir e vir dos itaunenses. O texto, aprovado pelos vereadores e que deve ser sancionado em breve pelo prefeito, traz, entre outras ações, a regulamentação de vagas de estacionamentos, velocidades máximas de circulação e definições sobre o tráfego em toda a cidade.

O plano divide Itaúna em quatro polos macros geradores de tráfego: a zona central, o Boulevard Lago Sul e Avenida Jove Soares, Zona Central secundária, que abrange as regiões do Padre Eustáquio e Santanense e a Zona Sudoeste, abrangendo os bairros Morada Nova, Cidade Nova, Santa Edwiges e adjacências. A definição destas zonas serve para regulamentar o trânsito.

Segundo estudos da Secretaria de Regulação Urbana para a zona central é necessário otimizar o transporte coletivo, criar o sistema rotativo de vagas e minimizar o impacto causado pelo transporte de cargas. Antônio José da Silva, motorista de uma transportadora de gêneros alimentícios, diz que é impossível realizar entregas na área central. “Eu espero que melhore. Porque hoje, além de não ter vagas para carga e descarga, a população não respeita as existentes. Só espero que não limitem as entregas para determinados horários. Itaúna não tem um comércio que fica aberto até tarde, então a gente precisa fazer as entregas em horário comercial mesmo”.

Já nas áreas periféricas, as ações visam reduzir o conflito com as passagens de nível, melhorar o fluxo viário, otimizar o transporte coletivo e implantar políticas de tarifas reduzidas e conexões nas linhas de ônibus. “O Bairro Boulevard Lago Sul e a Avenida Jove Soares caracterizam uma futura vertente de crescimento da cidade, para a região as diretrizes são ampliar o sistema de ciclovias, a ampliação do transporte de táxis, calçadas acessíveis e a redução sobre os impactos causados entre pedestres, ciclistas e veículos”, estabelece o plano.

Velocidade

Assim que entrar em vigor, motoristas poderão chegar a uma velocidade máxima de 40km/h nas principais vias da cidade e 30km/h em vias locais. A regulamentação desagradou André Felipe, motoboy. “Parece que tem uma caveira de burro enterrada no departamento de trânsito. Não pode ser. Entram pessoas, saem pessoas e é só ação para travar o trânsito. Precisamos evoluir. Claro que ninguém quer motoristas desembestados por aí, mas 40 km é uma velocidade muito pequena para avenidas principais como a Jove Soares”.

A opinião é corroborada pelo ajudante de funilaria, Eduardo Soares. “Os motoristas itaunenses já são lerdos por natureza. Agora que o trânsito não vai andar mesmo”.

Gracinda Heloísa, dona de casa, é a favor da regulamentação, mas disse que o desenvolvimento precisa passar por mais agilidade também em ruas e avenidas principais. “Em áreas de escolas, bairros, creches, asilos, ruas pequenas acho mais do que adequado, mas a cidade está crescendo, para se deslocar de um bairro a outro é preciso que os corredores viários tenham uma velocidade adequada”.

Segundo o diretor do departamento de trânsito, Audrey Leite, a velocidade foi estabelecida de acordo com o artigo 61 do Código de Trânsito Brasileiro e há uma tendência mundial em reduzir a velocidade de forma a disciplinar motoristas, o chamado “traffic calming”. “Existem diversos estudos sobre a redução de velocidade dos automóveis e seus efeitos para quem está dentro e fora dos carros, aliasse a eles as técnicas para limitar ou reduzir a velocidade, aumentando a segurança das pessoas e contribuindo para um processo de disciplina”.

Audrey destaca ainda que com as velocidades limitadas, mesmo nos corredores e vias que permitiriam uma velocidade maior, é possível evitar gargalos e com isto melhorar o fluxo. “Imagine que em uma via com várias pistas e velocidade mais alta é possível fazer um deslocamento mais rápido. Vários motoristas buscarão essas vias, o fluxo aumenta, porém, como as saídas são mais lentas não há vazão para dar conta do volume de carros que vem chegando rapidamente. Então, o que era uma via rápida, acaba se tornando um problema.  Estamos adotando práticas modernas para a realidade da cidade que tende a crescer, trabalhando com consciência e com tecnologia avançada, seguindo moldes de primeiro mundo”,­ finaliza.

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