Denúncias de quebra de decoro contra Iago Santiago e Silvano Gomes são rejeitadas pelo plenário

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O vereador Alex Arthur apresentou denúncias de quebra de decoro parlamentar contra os vereadores Silvano Gomes e Iago Santiago.  As denúncias foram arquivadas, após a rejeição da maioria dos vereadores, em votação ocorrida na reunião extraordinária, na terça-feira, 16.

Contra o vereador Iago, Lequinho apresentou duas denúncias. Uma de quebra de decoro, pelos fatos ocorridos nas reuniões dos dias 14 e 21 de maio, quando Iago discutiu com o diretor da Folha do Povo Renilton Pacheco, com a vereadora Otacília Barbosa e teria sido agredido pelo assessor Tiago Aníbal, na porta da Câmara, a outra denúncia por, supostamente, ter aceitado o suborno oferecido pelo próprio denunciante, no “escândalo dos pasteis recheados”, nome dado a tentativa de uma suposta compra de votos por parte de Arthur.

Em seu texto, Lequinho afirma que Iago feriu os princípios constitucionais quando defendeu a monarquia, usou palavras e expressões de baixo calão em plenário, difamou e atacou vereadores tanto na Câmara quanto nas redes sociais.

Durante a votação nominal, poucos vereadores optaram por justificar seus votos. Votando favorável, Márcia Cristina afirmou que toda e qualquer ação que gera dúvida tem que ser apurada. Contra a denúncia, Joel Arruda disse que não via elementos que pudesse sustentar uma investigação. “Embates ferrenhos aqui nesta Casa sempre teve e sempre vai ter”.

Já em relação a segunda denúncia de supostamente ter aceitado o suborno, proposto por Lequinho, em defesa do colega, Márcio Gonçalves Pinto, o Hakuna, afirmou que a transcrição dos áudios estava incompleta, que o vereador Iago, afirmava, no fim do material gravado, que só aceitou negociar para captar a tentativa de compra de votos.

Iago Santiago também lembrou que foi assediado ainda em plenário e que a partir deste momento resolveu gravar o flagrante e dialogar com o acusado.

Acordos

A outra denúncia analisada e também rejeitada foi contra o vereador Silvano Gomes. O texto foi baseado em áudios, em que Silvano justifica que não votaria em Gláucia Santiago, então candidata a presidência, por estar comprometido com o grupo ligado ao prefeito Neider Moreira.

No áudio, Silvano justifica, entre outras coisas, que se votasse contra o Executivo poderia ser aniquilado pelo prefeito, inclusive com o fechamento de seu estabelecimento comercial, no Córrego do Soldado. Na denúncia, Alex Arthur incluiu também vídeos em que os vereadores Silvano Gomes e Lucimar Nunes aparecem confirmando que votariam em Alex para presidente.

Defendendo o pedido de abertura de processo de cassação, Alex Arthur disse que os vereadores mudaram de opinião por pressão do Executivo. Uma dessas pressões seria a perda de indicação em cargos comissionados na Prefeitura.

Em sua defesa, Silvano refutou as acusações e disse que a denúncia era um ato de vingança e uma retaliação vazia já que, segundo Gomes, ele teria feito parte da Comissão de Ética e teria apoiado a questão de ordem suscitada pelo vereador Hudson Bernardes, que pode culminar na cassação de Lequinho.

Ao comentar o caso, Lucimar Nunes, afirmou que não possui cargos na Prefeitura e disse que não via problema de mudar de opinião “afinal votos se mudam, inclusive momentos antes de qualquer votação”.

Após o encerramento das votações, Lequinho disse que estava sofrendo perseguição por parte do prefeito e de alguns vereadores e que estava sendo colocado como “boi de piranha” em todo o processo.

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