Assistência Social estende serviços à venezuelanos e pede ajuda para Comunidade Bom Pastor

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Desde que chegaram na cidade, na semana passada, os 23 venezuelanos vem atraindo a atenção dos itaunenses e dividindo opiniões. Abrigados pela Comunidade Bom Pastor, os refugiados chegaram à cidade depois de passar fome, frio e muitos desafios, para recomeçar a vida, como mostrou o JORNAL S’PASSO na última edição. Hoje, a Comunidade pede ajuda com doações.

Nas redes sociais, enquanto alguns cidadãos se mostraram receptivos e acolhedores, outros ficaram preocupados com o impacto social que os refugiados poderiam trazer a cidade. A psicóloga e gerente da Saúde Mental, Cristiane Santos Nogueira, acredita que o atual contexto de desemprego, falta de inserção e exclusão, são os principais fatores para os comentários contrários aos estrangeiros. “Eu penso que o rechaço feito por algumas pessoas aos venezuelanos é o mesmo que com os moradores de rua, vários são os adjetivos e as características que a comunidade se sente ameaçada, quando na verdade é só uma pessoa que veio de outro país que está sendo dizimada, como se esse estrangeiro fosse tomar o meu lugar, ou eu ou ele, chega a ser uma reação primitiva visto que nossa sociedade avançou”, explica.
Mesmo não tendo sido avisada ou consultada sobre a vinda dos imigrantes, as secretarias de Assistência Social e de Saúde vêm acompanhando os novos moradores da cidade, fazendo visitas e prestando serviços.

O secretário de Assistência Social, Élvio Marques, afirma que os refugiados pretendem ficar em Itaúna e região à procura de um lar e emprego. “Nós estivemos lá por várias vezes, pelo menos quatro vezes, oferecendo nossos serviços, assim como a Secretaria de Saúde e a de Educação, de forma que eles estão sendo acompanhados, participando das atividades da Assistência Social e nós estamos encaminhando para os benefícios e vamos continuar acompanhando eles, dentro das nossas dificuldades e limitações pensando no melhor para eles e toda a população”.
Entre os benefícios citados pelo secretário de Assistência Social estão: a segunda via de documentos, no Centro de Referência Especializado de Assistência Social – Creas -; tem o serviço de apoio as famílias, o CadÚnico do Bolsa Família para famílias de baixa renda, deficiente e idosos. “A Assistência Social é muito bem estruturada no Brasil e tem vários benefícios e é assim que estamos nos comportando em relação à eles (refugiados)”, afirma o secretário.

Dr. Élvio ainda pede ajuda para a comunidade, pois no momento, a Comunidade Bom Pastor precisa de roupas infantis, material de higiene pessoal e de limpeza. “Eles estão felizes, não querem voltar para a Venezuela e pretendem tocar a vida aqui no momento”, finaliza.

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