Criado em Itaúna, “Astronomia de Quintal” reúne muitos apaixonados pelos astros

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Na terça-feira, dia 16, a noite mal tinha caído e astrônomos e amantes da astronomia já estavam com seus telescópios apontados para a Lua. Era um dia duplamente especial. Além do eclipse lunar, que cobria parte da lua, a noite marcava a comemoração dos 50 anos em que o homem pisou pela primeira vez no satélite natural da Terra.

No mundo todo, dezenas de milhares de pessoas comemoraram o feito extraordinário olhando para o céu. A lua sempre instigou a humanidade e a chegada do homem ao seu solo é, até hoje, tão admirável que divide opiniões. Há quem duvide e considere tudo uma grande farsa; mas para a grande maioria, 16 de julho de 1969 é um dia para ser lembrado e comemorado.

Em Itaúna, o astrônomo amador Sérgio Clécio Leandro aproveitou o céu sem nuvens para fazer mais um de seus muitos registros da lua. De olho oficialmente no céu há cinco anos, Sérgio é hoje responsável pela página “Astronomia de Quintal” que possui quase 15 mil membros espalhados pelo Brasil e outros países.

Em Itaúna, o astrônomo amador Sérgio Clécio Leandro aproveitou o céu sem nuvens para fazer mais um de seus muitos registros da lua. De olho oficialmente no céu há cinco anos, Sérgio é hoje responsável pela página “Astronomia de Quintal” que possui quase 15 mil membros espalhados pelo Brasil e outros países.

Desde muito cedo, descobriu a paixão pelos astros. Mas o olhar para o céu ficou esquecido por um tempo, devido as atribulações da vida adulta, até que em 2014 ele decidiu reavivar a paixão em definitivo. “Comprei um telescópio e com a ajuda da internet fui me envolvendo com o tema, participando de grupos e me aprofundando nos estudos. Em 2015, já com um pouco mais de experiência, resolvi criar a página ‘Astronomia de Quintal'”. De 45 pessoas no início, hoje a página conta com quase 15 mil “colegas”, como Sérgio gosta de chamar os membros do projeto.

“A página foi criada pensando nos amantes da astronomia, sejam eles amadores ou profissionais. Lá compartilhamos tudo, desde notícias, eventos, astrofotografias e, principalmente nossos próprios registros de astros, da lua, arrebóis (passagem do dia para noite), tudo que nos encanta no céu. Os registros podem ser de celular, de telescópios de grandes ou pequenas aberturas de câmeras compactas”.

Astronomia Social

Mas não é só no mundo virtual que o criador do “Astronomia de Quintal” atua. Com o objetivo de divulgar a astronomia Sérgio participa como voluntário do Observatório da Universidade de Itaúna. “Pouca gente sabe que temos um Observatório em nossa cidade. Mas ele existe e há observações abertas ao público. O professor Osmando Barbosa, eu e outros voluntários sempre promovemos observações”.

Além disto, Sérgio também costuma levar seu telescópio para praças e parques da cidade. O objetivo é promover a observação e motivar as pessoas a olhar para o céu.
“Fico muito feliz de ver a alegria e admiração estampada no rosto das pessoas quando observam a lua pela lente de um telescópio pela primeira vez ou observam algum dos planetas que estejam presentes no céu no dia da observação, é realmente muito gratificante”.

Nova teoria

Sérgio só perde o sorriso quando é questionado sobre os terraplanistas, adeptos de uma teoria que insiste que o homem nunca pisou na Lua, as imagens produzidas pela Nasa não passam de obras de computação gráfica e que a ciência manipula a realidade de acordo com os interesses dos poderosos.

Depois um tempo sem debate sobre esta teoria, a cada dia, um número ainda maior de vídeos na internet empunha a bandeira dos terraplanistas. Para eles, a Terra não é um globo. Em vez disso, ela seria uma pizza gigante – um disco coberto por uma redoma invisível e cercado por um paredão de gelo. Também estaria parada, deitada eternamente em berço esplêndido no centro do Universo.

“Eles renegam todas as provas científicas concretas e para eles o homem nunca foi ao espaço e nem tão pouco para à lua. Tudo isso, não passaria de uma conspiração criada pelas agências espaciais principalmente pela Nasa, explica Sérgio.

Segundo Sérgio, a teoria que foi formulada do final do século 19 quando Samuel Rowbotham publicou Astronomia Zetética – A Terra não é um globo, omeçou a despontar na internet, ele achava que não passava de uma corrente de deboches passageiros. “Mas infelizmente está se espalhando e ganhando novos adeptos. Me surpreendi ao descobrir que uma pessoa muitíssimo próxima a mim assumiu esta convicção. Vi um comentário no meu grupo de astronomia que resume bem essa situação: “A coisa mais absurda na ‘teoria’ da terra plana não é o fato de os seus seguidores desconhecerem a verdade, mas sim de eles se recusarem a conhecer e aceitarem a verdade”.

Para quem tiver interesse em conhecer o trabalho de Sérgio e seus “colegas” basta buscar o “Astronomia de Quintal” no Facebook. O grupo é aberto e basta solicitar a participação.

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