Thiago Joel pede abertura de CPI contra Otacília

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O professor Thiago Joel solicitou aos vereadores a instauração de Comissão Parlamentar de Inquérito, CPI, para apurar possíveis pagamentos indevidos à empresa que administra o Matadouro Municipal.

O pedido foi baseado na ação de improbidade administrativa, protocolada pela Procuradoria Municipal, na Segunda Vara Cível, na qual a procuradoria do Executivo pede que os ex-prefeitos Osmando Pereira da Silva e Eugênio Pinto e ex-secretários de administração ressarçam os cofres públicos por terem autorizado gastos com o pagamento das faturas de energia da empresa que funciona no matadouro municipal, entre os anos de 1999 a 2017. As contas eram pagas sem a existência de contrato/convênio que autorizasse o pagamento das despesas com energia elétrica pelo poder público.

Thiago Joel enviou carta ao Legislativo onde afirma que a Câmara precisa se posicionar sobre a questão. “É urgente que esta Casa dê uma resposta ao glorioso povo e colabore com o Ministério Público. Ajude a Justiça a fazer Justiça. O povo espera uma resposta desta Câmara”, redigiu.

Classificando as denúncias como “suposta farra de energia elétrica”, o professor disse que é lamentável o envolvimento da vereadora Otacília Barbosa no “imbróglio”. “É dever desta Casa de Leis instaurar uma CPI para lavar esta roupa suja. Aqueles vereadores que se portarem contra essa suposta roupa suja se auto declararão contra o povo. Vereador não é para dar nome de ruas e troféus. Vereador é para lavar essa roupa suja”.

Otacília é uma das citadas na ação, já que foi secretária de administração em 2013. A procuradoria do Executivo pede que a parlamentar devolva cerca de R$ 32 mil aos cofres municipais e solicita que os direitos políticos da vereadora sejam cassados por improbidade administrativa.

Otacília Barbosa desdenhou das denúncias e do pedido formulado por Thiago Joel. Segundo a vereadora não houve ato ilícito de nenhum dos citados. Barbosa classificou as denúncias como inócuas. “Se alguém foi beneficiado não foram os secretários citados. Esta situação vem desde 2001. As contas de energia estão inseridas em uma conta única de energia e fica praticamente impossível saber o que se está pagando”.

O presidente da Câmara, Alexandre Campos, determinou que a procuradoria do Legislativo avalie o pedido do professor e analise se é plausível a abertura de uma CPI para apurar a questão.

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