Governo de Minas trava repasse das obras da ponte do Distrito Industrial

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De acordo com o prefeito, depósito de R$ 400 mil foi feito em conta errada e novo governo não renovou o convênio

No início do ano, o prefeito Neider Moreira anunciou a vinda da IHM Engenharia e Sistemas de Automação, do grupo Stefanini, para Itaúna, com a estimativa de geração de cerca de 350 empregos diretos além dos indiretos, com a consequente atração de outras empresas satélites para a cidade. Para que a empresa escolhesse o município para instalar sua nova sede, a administração concedeu direito real de uso de 21 lotes, perfazendo uma área total de 37.314,17 m², na rua São João, no Distrito Industrial.

A IHM atua no ramo de serviços de engenharia elétrica, automação, instrumentação e tecnologia da informação industrial, além de serviços de montagens e implantação, gerenciamento de obras, painéis elétricos. Apesar da vontade da empresa de se instalar em Itaúna, a ponte do Distrito Industrial foi um problema apontado, já que a IHM que trabalha com carretas, que não passariam na estrutura existente.

Atualmente, a ponte do Distrito Industrial só permite o tráfego de veículos pequenos, um de cada vez e a duplicação é uma reivindicação antiga. Durante as negociações para a vinda da empresa, o prefeito se comprometeu a executar as obras de duplicação para atender às necessidades da empresa e abrir a oportunidade também para que outras indústrias voltem os olhos para a região.

O custo da obra é estimado em R$ 400 mil e a administração está em contato com o governo do Estado para que o valor seja enviado ao Município. Em visita à cidade, o secretário adjunto de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Ensino Superior de Minas Gerais, Adriano Magalhães, e o subsecretário de Desenvolvimento Regional, Fernando Passálio, ouviram as principais demandas do município que podem ser solucionadas com a intervenção do Estado e uma das questões levantadas, e tratada como prioridade, foi a construção da ponte do Distrito Industrial.

No encontro, o prefeito Neider destacou que o município tem sido prejudicado na possibilidade de atrair novas empresas no Distrito Industrial por causa do atraso dos recursos destinados à duplicação da ponte. Neider lembrou que o montante, proveniente de emenda parlamentar, chegou a ser depositado pelo Estado em 2017, porém, a transação foi realizada em uma conta errada e, desde que o governador Romeu Zema assumiu, a Prefeitura busca a renovação do convênio. “A atração de novos empreendimentos para o município é fundamental para a geração de emprego e renda e para o desenvolvimento econômico de uma maneira geral. Esse recurso para construção da ponte é importantíssimo. A empresa IHM vai gerar empregos na cidade, tanto para profissionais de nível técnicos quanto superior. Estes recursos vão fazer uma diferença muito grande para o município e para o Estado não é nada”, disse Neider.

O secretário Adriano Magalhães, se prontificou a colaborar com Itaúna e disse que daria total apoio às demandas do município, principalmente para construção da nova ponte do Distrito Industrial. Contudo, já se passaram mais de 60 dias desde a visita à cidade e, de acordo com o prefeito, o Estado ainda não liberou os recursos necessários para duplicação da ponte do DI.

“A situação continua pendente. Nós cobramos, o Estado garante que vai liberar os recursos, mas até agora não depositaram nada e nem nos deram uma previsão”, disse o prefeito em entrevista ao JORNAL S’PASSO.

Sobre o contrato com a IHM, Neider informou que o mesmo está sob análise da empresa. “Aprovamos o projeto de lei de concessão e uso do terreno e estamos aguardando posicionamento do setor jurídico da empresa”, contou. O prefeito disse ainda que o Município deve aguardar a liberação dos recursos até o final do mês e, caso o Estado não deposite, iniciará o processo de licitação para executar a obra com recursos próprios.

Assim que assinar o contrato com o Município, a IHM terá o prazo máximo de 18 meses para implantar as instalações e entrar em atividade. De acordo com o projeto de concessão aprovado pela Câmara, a empresa terá que recolher alguns tributos em favor do Município, especialmente o Imposto Sobre Serviços de Qualquer Natureza – ISSQN e o Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU. Também terá de declarar o VAF-DAMEF, Movimento Econômico Fiscal, em favor de Itaúna, que é um indicador econômico-contábil utilizado pelo Estado para calcular o índice de participação municipal no repasse da receita do ICMS e do IPI.

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