Políticos de Whatsapp

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  • Júnior Fonseca

Grupos discutem em rede nacional tentando legitimar representatividade que não possuem

Fogo no parquinho! A expressão popularizada nas redes sociais e que virou sinônimo de brigas infantis nunca foi tão verdadeira na política itaunense. Grupos políticos/partidários, ideológicos se degladiam diariamente nas redes sociais e buscam tentar atrair e legitimar uma representatividade que só eles acreditam que possuem.

Coisa de menino birrento! É outra expressão que denota bem estes grupos, entre eles o Direita Itaúna e movimentos pelos direitos igualitários, contra homofobia, de esquerda, entre outros.

 Esta semana, novamente, membros que tentam chegar a política armaram-se de frases feitas, de ideologias antiquadas, da miopia política que impera e foram, mais uma vez, para o enfrentamento. O palco, o grupo de mensagens instantâneas Whatsapp!

A arena foi erguida pelo professor e ativista político Thiago Joel. Em instantes, centenas de contatos do professor receberam cadeira cativa no grupo “Debate Políticas Públicas”. Entre eles, vereadores, personalidades itaunenses, figuras públicas e políticos da velha guarda.

Não demorou mais do que meia dúzia de mensagens para que os grupos começassem o estranhamento. Entre proposta de se fomentar o debate sobre políticas públicas na cidade, Emanuel Ribeiro, com seu uniforme de marinheiro e seu chapéu de capitão da nau “Direita Itaúna” desdenhou das propostas.

Do outro lado da armada, Júnior Capanema, e seu canhão juridiquês  verborrágico multicolorido, reagiu. O avanço ainda contou com ininteligíveis contribuições de Luiz Henrique Machado e seu microfone fofis.

No melhor estilo, “Se não for do meu jeito, eu não quero”, Emanuel Ribeiro junto seus brinquedinhos e acusou os rivais de o chamarem para brincar sem que ele quisessem. E mandou todos ir chupar pirulito! Ou comer roscas! Literalmente. 

Ribeiro afirmou ainda que as propostas já são feitas pelo Direita Itaúna, e que este grupo não participaria dos debates, por ser o mais maior de todos. Engraçado é que o grupo não é  conhecido nem por um oitavo da população itaunense. E não precisa de muita matemática ou dados para chegar a esta conclusão. Basta pisar fora do cercadinho de areia.

 Aliás, dizem as más línguas, que o Direita é uma alucinação delirante de seus próprios membros. Pois como uma clubinho fechado, ao melhor estilo “Dos Batutinhas”, o grupo, que tem em seu quadro soldadinhos que defendem a monarquia, não conhecem outro playground que não seja o do Parque do Cerqueira Lima.

Antes de sair pisando duro e por a língua para fora, Emanuel Ribeiro, ainda acusou o coleguinha Capanema de defender o prefeito, porque este o teria dado uma bola, ou melhor um emprego.

Do outro lado,  Capanema, Luiz Henrique e sua tropa, apesar de um pouco mais conscientes sobre o papel da política na vida do cidadão, também esperneavam. Qual menino de havaianas,  vendo os cavalinhos girando do lado de fora do carrossel, ainda falta maturidade e empatia pública para alçarem vôos maiores.

Diante do pé colocado em desafio por Emanuel,  para que se ele fosse mais homem pisasse em cima, Capanema não se fez de rogado. E pisou e disse Belém..belém nunca mais de bem. Não, sem antes, dizer que Emanuel precisava de um psicólogo e de nunca, publicamente, ter criticado a política pouco eficiente de seu titio Osmando.

Seria cômico. Se não fosse trágico para o munícipio, pensar que este senhores, beirando ou ultrapassando seus 40 anos de idade, ainda sonham em chegar a política ser pessoas de respeito, como eles acham que são.

Para o munícipio, é mais um hiato, a observação de mais uma geração de inexpressividade política que agora vive, via rede sociais, essa creche de imbecialidades.

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