Olho vivo: presidente do CDE critica demora na implantação de monitoramento por câmeras

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O presidente da Câmara dos Diretores Lojistas – CDE -, Maurício Nazaré, crititicou a demora na instalação de projeto de videomonitoramento, no centro da cidade.

Segundo ele é uma demanda recorrente dos comerciantes. “Hoje, Itaúna é uma oportunidade para o empreendedor do crime. As cidades confrontantes, inclusive Itatiaiuçu, que é muito menor que Itaúna, já tem um sistema de vídeo monitoramento na cidade. Pelo tamanho do município e a proximidade de grandes centros e metrópoles, se faz necessário este sistema para subsidiar as polícias, para ação mais precisa na resolução de uma ocorrência de um crime” explicou.

Maurício acrescentou que a iniciativa privada poderia trabalhar em conjunto com o município para a efetivação do projeto, porém, medidas mais conclusivas parecem não estar na pauta do executivo. As entidades há tempos trabalham para viabilizar este projeto. “Não é fácil, mas contamos hoje com um bom contato com o governo de Minas Gerais, que nos tem dado apoio considerável para resolução de questões no âmbito da Segurança Pública. Creio que este projeto também terá um olhar especial para nossa cidade. Temos conhecimento ainda da boa vontade da gestão municipal atual em implantar o projeto, porém, ainda não compreendemos o motivo de não ser uma prioridade” ressaltou.

Programa

Lançado em 2004, durante o governo do ex-prefeito, Eugênio Pinto, o programa de monitoramento “Olho vivo”, continua sem uma definição para sua retomada. O presidente do Conselho de Segurança Pública de Itaúna, Consepi, Wellington Borges, aponta que uma das soluções para reimplantar o monitoramento no centro, através de câmeras de segurança, seria uma parceria público-privada.

O sistema, que se manteve por pouco tempo em funcionamento, se dava através da parceria entre a Prefeitura, a Polícia Militar e empresários da cidade, e teve de ser paralisado sob alegações de que não havia policiais suficientes para monitorar todas as câmeras instaladas no centro da cidade. Embora tenham ocorrido medidas para tentar reativar o sistema, nada de conclusivo aconteceu nos últimos anos. 

Wellington José Borges, afirma que sozinha a administração municipal não consegue bancar o programa por falta de recursos financeiros. “A iniciativa privada está disposta à contribuir. Contudo, se faz necessário à definição por parte do Município com apoio e algumas melhorias para eficácia do sistema, como a melhoria da iluminação, poda de árvores no perímetro das câmeras instaladas, instalação de ponto de internet, entre outras coisas”, explicou.

Borges acrescenta que para realizar a cobertura do sistema são necessários, inicialmente, a instalação das câmeras em 24 pontos da cidade. “O sistema de monitoramento por câmeras colabora no combate a roubos e furto de veículos por meio de levantamento de rotas de fuga utilizadas, análise de padrão comportamental do tráfego na cidade para identificar suspeitos, e alarme de veículos com algum tipo de restrição que cruzam a cidade. Também funciona como suporte investigativo para a Polícia Civil e ferramenta de combate ao tráfico de drogas”.

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