Seis anos depois, Centro Oncológico segue sem previsão de funcionamento

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Seis anos após o início da construção do Centro Oncológico no município e mesmo depois de já estar concluído e equipado, o sonho itaunense de se ter um espaço para tratamento do câncer segue sem previsão para ser inaugurado. Isto porque, até o momento, o Centro não foi credenciado pelo Ministério da Saúde.

Diversas datas e anúncios sobre o credenciamento já foram feitas, porém a liberação para funcionamento ainda esbarra na burocracia política.  O projeto está nas mãos do Ministro da Saúde, Luís Henrique Mandetta, que protela a assinatura de credenciamento. O vereador Antônio José de Faria Júnior, “Da Lua”, é um dos que capitaneia as tentativas de conseguir transpor a burocracia. “Em janeiro eu fui em Brasília, onde o Senador Carlos Viana estava tentando ajudar a resolver o caso. Fomos em Muriaé e entregamos o pedido nas mãos do Ministro. Agora, estou apenas esperando o Viana me ligar para irmos novamente a Brasília e pegar o pedido, pois o projeto já está na mesa dele (ministro)” explicou.

Da Lua afirmou não haver previsão para a resolução do impasse, mas se diz confiante na liberação. “Esperamos que não demore .Podemos receber essa ligação a qualquer hora, mas previsão mesmo não tem”.       

Enquanto isso, os equipamentos doados pela Associação de Voluntários no Apoio e Combate Ao Câncer – AVACCI -, que deveriam servir para prestar o auxílio aos pacientes permanecem parados.

O vereador Márcio Gonçalves Pinto, o Hakuna, afirma que a demora na resolução do processo pode acarretar prejuízos para os equipamentos, que, atualmente, seguem sob cuidados da Casa de Caridade Manoel Gonçalves. “Esses equipamentos são muito novos ainda e estão bem cuidados pelo hospital. Mas claro que, caso o prazo para credenciamento se estenda, ainda que não haja prejuízo por deterioração, haveria pela perda da garantia” indagou.

A Presidente da AVACCI, Expedita Imaculada, informou que todos os equipamentos presentes no Centro Oncológico foram doados pela instituição e estão estimados em aproximadamente R$160 mil. “Cada equipamento desse pode atender até dez pessoas ao mesmo tempo. Podemos perder a garantia deles devido ao tempo sem uso, isso é certeza. Agora, existe uma grande possibilidade deles também estragarem e nós tomarmos um prejuízo, já que eles precisam de manutenção periódica”, afirmou.   

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