Hospital finalmente será ampliado

0
1091

A provedora do Hospital Manoel Gonçalves, Marilda Chaves, confirmou a construção de um novo prédio com quatro pavimentações, uma doação feita pela mineradora J. Mendes, com isso, o hospital ganhará mais 32 leitos, nova área de CTI, maternidade e outros setores. No projeto, o térreo abrigará os serviços de hemodinâmica, mais conhecida como cateterismo, técnica que possibilita o diagnóstico e tratamento das doenças que afetam o sistema cardíaco e vascular de forma geral. “O hospital há anos sonha com isso, porque nós perdemos muitas pessoas por causa de um serviço tardio, se precisa de cateterismo não podemos atender, muito menos cirurgias, onde encaminhamos para outras cidades”, explica Marilda. O andar do solo seria ideal devido ao peso dos equipamentos e inspirado na proposta realizada no Hospital São João de Deus, em Divinópolis, em que o Manoel Gonçalves cederia o espaço para uma equipe médica que administraria a ala e repassaria uma porcentagem bruta a entidade, de forma que a entidade não terá custos com o local. Com a nova demanda, o hospital seria deficitário nos leitos de CTI, que hoje, são apenas 10, para uma cidade de quase 100 mil habitantes. “Nós precisamos de mais 10 leitos para suprir nossas necessidades, vendo isto, a J Mendes se dispôs a fazer 20 leitos no mesmo pavimento (térreo) de CTI, inclusive estão com nossa planta para fazer a adaptação”, conta com empolgação a provedora. A mineradora inclusiva, também fará uma nova maternidade para a instituição, que ficará no novo prédio. “Se eles não conseguirem, construirão outro espaço para a maternidade. Então estamos radiantes com a notícia”, exclama. O novo prédio terá dois elevadores e a intenção da provedora é deixar o último andar para a construção de apartamentos (quartos) maiores, mais confortáveis e modernos, já que os atuais são deficitários em espaço e comodidade. Déficit Durante a reunião a provedora do Manoel Gonçalves falou sobre a dificuldade em manter o hospital com a tabela do SUS defasada e constantes reparos na construHospital finalmente será ampliado ção do prédio. “Sobe medicamentos, alimentação, mão de obra, mas as verbas, os pagamentos feitos pela União não sobem. Estamos com o SUS que não tem seus preços alterados desde 2007, então imagina ganhar o valor de 12 anos atrás e pagar os de agora, a diferença é muito grande”, relata. De acordo com a administração, o telhado da entidade está com 50 anos e por isso, em épocas de chuva há vazamentos por todo o hospital, mas não há recursos para trocar o mesmo. O local também necessita da aquisição de painéis solares, pois a média de gastos com a conta de energia ultrapassa os R$ 60 mil por mês, mesmo economizando em todos os setores. “Temos que cobrir o SUS, energia elétrica, manutenção e isso gera um custo muito alto e o hospital não consegue tirar apenas destes 30% de particulares e convênios que atendemos, então precisamos da ajuda da comunidade”, ressalta Marilda. A boa notícia que em acordo com a União, a cada novo leito conseguido pelo o hospital, a instituição receberá R$ 300, atualmente o valor pago por cada leito é de apenas R$ 87.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui