Violência contra mulher tem ligeira queda em Itaúna

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Itaúna registra 159 casos no primeiro semestre e queda é de 3,63% em comparação com o mesmo período do ano passado.

Levantamento do Datafolha, feito em fevereiro passado e encomendado pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública para avaliar o impacto da violência contra as mulheres no País, mostra que ‘não há lugar seguro no Brasil’. A cada hora, 536 casos são registrados e, quase a mesma proporção, as mulheres dizem ter sido vítima de algum tipo de violência sexual.

Em Itaúna, o número de ocorrências teve uma ligeira queda e, segundo dados da Polícia Civil, de janeiro a junho deste ano, foram registrados 159 casos na Delegacia. Somente em janeiro foram 31 ocorrências, ou seja, praticamente um caso por dia. No primeiro semestre do ano passado foram registrados 165 casos.

Reconhecido como um problema social e de saúde pública, que atinge várias etnias, religiões e classes sociais, no cartório especializado em crimes contra a mulher, setor que integra a Delegacia das Mulheres, existem 59 procedimentos em andamento.

Medida protetiva

Na maioria dos casos, junto à apuração dos crimes, são expedidas medidas protetivas nas quais constam a representação da vítima e o requerimento de medidas contra o agressor, com o intuito de acabar com as agressões. As estatísticas confirmam, que após a expedição destas medidas, os casos de novas ameaças ou agressões caem em cerca de 40%.

Para a presidente do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres, Edênia Alcântara, os principais fatores que desencadeiam e potencializam essas agressões contínuas são o consumo de álcool, drogas e conflitos familiares por parte dos agressores.

Edênia diz que o Conselho trabalha a conscientização e o diálogo para tratar também o agressor. “Além do agressor responder pelos seus atos, ele tem de reaprender como se comportar na sociedade, como tratar a mulher, como viver em família e como tratar os filhos”, sintetiza. Ela destaca que, caso haja o descumprimento da medida protetiva por parte do autor, ele pode sofrer detenção de três meses a dois anos.

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