Recursos para construção do novo reservatório emperram na burocracia

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Racionamento de água que atingiu 23 bairros de Itaúna pode se tornar constante se recursos do Finisa não saírem

O Serviço Autônomo de água e Esgoto – SAAE – informou essa semana, que o racionamento de água que atingiu 23 bairros de Itaúna ocorreu devido a complicações referentes ao déficit financeiro sofrido pela autarquia.

Muita especulação em torno do tema movimentou as rodas de conversas e o meio político da cidade. Houve, inclusive, quem dissesse que a adutora teria se rompido ou que o número de vazamentos pela cidade impedia o reabastecimento dos reservatórios.

Segundo a assessoria de comunicação da autarquia, a crise econômica vem atrapalhando os investimentos do Saae. Desde 2017, a empresa procura meios para aumentar o caixa e com isto colocar projetos em andamento. A restrição orçamentária impossibilitou, por exemplo, a construção de um novo reservatório que atenderia a região Oeste, culminando no racionamento do mês passado.

 Atualmente, a distribuição de água tem sido realizada pelo reservatório 7, localizado no bairro Novo Horizonte. Contudo, o depósito não tem sido suficiente para atender a demanda, já que em sua concepção, o tanque foi projetado para auxiliar apenas 26 bairros. Hoje, o número de bairros atendidos pelo reservatório subiu para 40, além de cinco comunidades rurais.

Recursos não liberados

Apesar do Saae ter divulgado nota em que afirma que o abastecimento está normalizado, o fantasma do racionamento ainda ronda a cidade. O temor foi intensificado com os boatos de que os recursos aprovados pela Câmara, através de financiamento junto ao governo federal e que serão utilizados para a construção do novo reservatório, ainda não estão 100% garantidos.

Dos R$ 23 milhões aprovados, R$ 10 milhões serão utilizados para a construção do reservatório R8, no Morada Nova. Os recursos virão através de uma linha financiamento do Governo Federal, o Programa de Financiamento à Infraestrutura e ao Saneamento (Finisa).

No entanto, apesar de aprovado pela Câmara, segundo conversas de bastidores, a prefeitura teve dificuldades em preparar toda a documentação.

Fontes ligadas a administração disseram que o munícipio correu contra o tempo e que documentos que faltaram para garantir o empréstimo foram preparados a toque de caixa e a prefeitura aguarda agora o parecer do governo federal.

O vereador Hudson Bernardes informou que na segunda-feira, a prefeitura enviou a última certidão pendente e que os recursos não estão perdidos.

A gerente superior de Contabilidade e Financeira, Vaneida Mileib, afirmou que os boatos não procedem. Vaneida disse que a prefeitura cumpriu todos os prazos e aguarda somente a liberação dos recursos pelo Tesouro Nacional.

Racionamento

Questionada, sobre a possibilidade de racionamento, a assessoria do Saae informou que “não pode descartar a medida”. “O Saae trabalha para que não haja necessidade de racionar, mas não se pode eliminar essa medida excepcional até que o novo reservatório seja construído”. O Jornal S’Passo entrou em contato com o diretor do Saae, Arley Silva, que visualizou as perguntas sobre o processo e sobre o risco de novo racionamento, mas até o fechamento desta edição, ainda não havia nos retornado.

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