Outubro Rosa: história de superação

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Outubro é o mês que colore o país de rosa para lembrar a campanha de conscientização e alerta sobre o câncer de mama. O “Outubro Rosa” estimula a população e empresas a participarem de ações de prevenção à doença e sobre a importância do diagnóstico precoce. Em Itaúna, um enorme laço rosa foi colocado na fachada do Hospital Manoel Gonçalves e a Câmara Municipal está iluminada em tons rosa. A Secretaria de Saúde também prepara ações para marcar o Outubro Rosa.

Quem já viveu e superou a doença sente na pele a importância da mobilização, caso da educadora física, Gilvana Silva. Em 2017, ela foi diagnosticada com câncer de mama e, após sessões de quimioterapia, cirurgia da retirada do seio e muita luta, ela que também é atleta de Crossfit, voltou, recentemente às competições.

“Eu estava com 34 anos e no início de 2017 apareceu um carocinho em cima da mama, do tamanha de um grão de feijão. Fui ao médico e um exame de ultrassom detectou que era um nódulo normal, nada preocupante. Porém, após quatro meses o nódulo cresceu muito e fui encaminhada a um mastologista”.

O caso da atleta é raro, pois o exame apresentou um resultado falso negativo. Após o encaminhamento ela precisou fazer mamografia e posteriormente a biópsia do nódulo. “O resultado saiu justamente em outubro daquele ano. Eu tinha câncer de mama. Imediatamente procurei a médica, fiz o cadastro na Prefeitura pelo SUS e fui encaminhada para Belo Horizonte, onde fiz todo o procedimento”, relembra.

Tratamento

No caso da atleta, o começo do tratamento foi rápido e isto, em todos os casos é primordial para evitar que o câncer cresça mais e chegue aos linfonodos da axila, onde pode haver metástase e a doença se espalhar pelo corpo. A atleta faz um alerta. “Esse caroço não doía, não incomodava, só com o toque que percebi e, por isto é importante fazer o autoexame periodicamente”.

Em novembro de 2017 Gilvana começou o tratamento, com sessões de quimioterapia e seis meses depois, em maio do ano passado, ela foi submetida a uma mastectomia, cirurgia de remoção completa da mama. “Foi a pior parte, porque eu tive necrose na pele e por isso fiquei três meses sem mexer o braço para tentar uma cicatrização. Meu braço não esticava todo e doía muito”, conta.

Após os procedimentos, Gilvana começou toma um remédio paliativo à quimioterapia e ainda precisa fazer acompanhamento regular por cinco anos. “O problema é que medicamento ataca o coração precisei focar ainda mais nos exercícios para não ter danos permanentes no órgão. O exercício me ajudava, dava prazer, mais felicidade e força para enfrentar esse momento”, revela.

Gilvana durante o tratamento

De volta as competições

Atleta de crossfit, Gilvana tem uma academia e treina a modalidade, participando de diversas competições. Após mais de um ano afastada, ela voltou a treinar normalmente em junho deste ano. “Eu consegui voltar a fazer tudo que sempre fiz, mas precisei de paciência”, explica.

Há uma semana, a atleta voltou a competir oficialmente e superou a insegurança com muita dedicação. “Fui achando que conseguiria um péssimo resultado, pois estava há muito tempo sem treinar. Voltei a competir na categoria que disputava antes, minha parceira, Flávia Bandeira, me ajudou muito, e apesar de ir apenas para participar da competição e sem expectativas, conseguimos o quarto lugar. Para nós, foi uma vitória e foi a mesma sensação de ter ficado no pódio”, afirma.

Apoio

Gilzinha, como é conhecida, ainda precisa fazer uma cirurgia de reparação na mama, mas destaca que a doença a aproximou de pessoas que realmente são importantes em sua vida. “A melhor parte da história e que me deu mais força nesse processo, é descobrir pessoas sempre prontas para ajudar, dar carinho, um abraço ou apenas transmitir uma energia boa. São essas coisas que nos ajudam a superar e voltar à vida normal”.

Gilvana com a filha Ana Luiza, de 9 anos.

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