Lequinho desaparece e convocação para depoimento é feita por edital

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A Comissão Processante, que apura o pedido de cassação do vereador Alex Arthur, Lequinho, por quebra de decoro e corrupção, entra em sua reta final e a expectativa é que ainda em novembro, quase um ano depois de o escandâlo vir a tona, o caso tenha um desfecho.

Em nota enviada à imprensa, no fim da tarde de terça-feira (22), Joel Arruda anunciou que a entrega do relatório deve acontecer na primeira quinzena de novembro. Cinco das oito testemunhas arroladas pela defesa de Lequinho já foram ouvidas e a previsão é que os depoimentos encerrem-se na próxima semana.

Porém, apesar da previsão, a Comissão vem enfrentando novos problemas. O presidente da Comissão Processante, Joel Arruda, determinou a publicação de edital de convocação em que notifica o vereador Alex Arturpara que compareça perante a Comissão no dia 31 de outubro de 2019, às 08 horas, no Plenarinho da Câmara para ser ouvido pelos integrantes da CP.

Arruda afirma que o denunciado não estava sendo encontrado para que a notificação fosse entregue e, por esse motivo, não restou saída a não ser publicar a convocação no Jornal Oficial do Munícipio e no site da Câmara. “Antes que a Comissão conceda à defesa abertura do prazo para as alegações finais no processo de cassação, é necessário ouvir o denunciado, o vereador Alex Artur da Silva. Porém, ultimamente o denunciado não está sendo encontrado, restando impossível sua notificação pela Comissão Processante” redigiu à imprensa.

Demora

A demora no desfecho do caso tem incomodado não só a sociedade, mas também os próprios vereadores. A maioria deve votar pela cassação de Alex Arthur, que pode se tornar o primeiro político cassado no munícipio. Se perder o mandato, pela Legislação, Lequinho fica inelegível também por oito anos. Colegas de plenário ouvidos pelo Jornal não quiseram dar declarações, até para não criar brechas jurídicas, já que a defesa de Alex Arthur promete ir até as últimas instâncias do poder Judiciário para cancelar o processo. Alguns criticaram também o posicionamento do Ministério Público, que investiga o caso sob sigilo. Como o órgão não apresentou denúncia formal, vereadores sugerem que o MP aguarda que a situação se resolva primeiro na Câmara.

O controverso assunto foi parar nas páginas do Jornal “Estado de Minas”. O mais tradicional jornal do Estado publicou a história, em sua edição de quarta-feira (23). Além de traçar uma cronologia do caso dos “pasteis recheados” como ficou conhecida a tentativa de compra de votos, o jornal ainda criticou a demora na solução do escândalo.

Cronologia

Após ser tornada pública a tentativa de compra de votos para a eleição da Câmara, no final do ano passado, através de áudios gravados pelo vereador Iago Santiago, nos quais Alex Arthur oferece R$ 20 mil para que ele falte à sessão, beneficiando assim o grupo no qual Alex Arthur faz parte, a tentativa de uma punição ao vereador do PSDB vem se arrastando há quase um ano.

Com contornos de roteiro de cinema, o enredo conta com tentativas de agressão, afastamento do vereador Iago Souza por motivo de saúde, instituição de Comissão de Ética, reviravolta com pedido de cassação, vereadores abandonando a Comissão Processante e, pelo menos, cinco denúncias protocoladas na Câmara.

Findo todo este imbróglio, no dia 19 de setembro, depois de novo sorteio para escolha dos componentes da Comissão Processante, Joel Arruda assumiu a presidência, após Otacília Barbosa renunciar em meio à polêmica levantada por Hudson Bernardes sobre a condução dos trabalhos.

O relator, Silvano Gomes, já prepara seu parecer, que irá ser colocado em votação em plenário.

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