Preço do botijão de gás em Itaúna tem variação de 30%

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Distribuidor denuncia depósitos clandestinos na cidade

Comprar gás de cozinha todos os meses é tarefa quase que obrigatória na maioria dos lares itauneses. E, com o preço do botijão cada vez mais alto e a concorrência aumentando, a regra para economizar é pesquisar, antes de comprar.

Uma sondagem para conferir o preço dos botijões em algumas distribuidoras, vale a pena e pode significar uma economia significativa no bolso. Levantamento feito pelo Jornal S’PASSO essa semana, nas principais revendas da cidade, mostra que os valores do gás de cozinha na cidade podem variar mais de 30%.      

O botijão de 13kg, quando adquirido no estabelecimento, é comercializado entre R$65 e R$75, ou seja, quase 32,7% de variação. Entretanto, quem quer que o produto seja entregue em domicílio, vai pagar mais: o preço varia de R$70 a R$78, uma diferença de 15%.  

O vasilhame do botijão também apresenta grande variação de preços e está sendo vendido de R$100 a R$130, sem o líquido. Já o preço do vasilhame cheio, custa em média R$170.  

Apesar da Petrobrás ter anunciado um aumento de 5% no preço do gás de cozinha, no final de outubro, ainda não houve alteração nos preços para o consumidor. A comerciante Kelen Moura, que trabalha no ramo de restaurantes há mais de seis anos, diz que se houver aumento, seu negócio fica comprometido. “Eu gasto um botijão de gás a cada seis dias. E, sinceramente, se ficar mais caro, não dá para manter o restaurante de pé. A margem de lucro já é baixa e, se o botijão aumentar de preço, vai cair ainda mais”, explicou.

Depósitos clandestinos

Apesar da variação de preço ser alvo de reclamação pelos consumidores, um dos proprietários de uma das maiores distribuidoras da cidade, que não quis se identificar, afirmou que a realidade apresenta outros problemas. Segundo ele, há empresas ilegais na cidade. “Nós mantivemos o preço desde o início do ano. E, mesmo com esse aumento da Petrobrás, não vamos alterar nossos valores. Sabe por que? Porque em Itaúna está cheio de depósitos clandestinos, distribuindo panfletos pelas ruas, com preços mais baixos. Dessa maneira, a população não aceita quando aumentamos o valor e nós, distribuidores regularizados, é que somos prejudicados”, delatou.

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