200 casos de Aids são confirmados em Itaúna

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Os números de casos de doenças sexualmente transmissíveis – DST – em Itaúna são alarmantes. De acordo com a Secretaria de Saúde, o município tem aproximadamente 200 pessoas em tratamento de Aids e 80 com hepatites virais. Estes números colocam Itaúna em segundo lugar no ranking das cidades que pertencem à regional de Divinópolis, em números de notificações. Tamanha incidência, acende o alerta para homens e mulheres de que a prevenção é a única maneira de se proteger.

A média de novos casos na cidade é de 12 a 20 notificações por ano. Ainda segundo a Secretaria de Saúde, apesar dos altos números, elas estão estáveis, sem diminuição ou aumento significativo, com percentual de pacientes do sexo masculino é bem superior aos do sexo feminino.

Conforme dados da Organização Mundial de Saúde – OMS – a cada dia são registrados no mundo mais de um milhão de casos de doenças sexuais. No Brasil, a AIDS obteve um crescimento expressivo de 21%, sendo considerada uma epidemia em pessoas com idade entre 15 e 49 anos.

Prevenção

Para o secretário de saúde, Dr. Fernando Meira, o uso do preservativo é a forma mais simples de proteção contra o HIV e outras doenças como sífilis e o HPV, além de prevenir uma gravidez não planejada.  “A melhor ferramenta de combate à Aids e ao HIV é a prevenção combinada, que consiste no uso simultâneo de diferentes abordagens de prevenção, de acordo com as necessidades específicas de cada segmento populacional e de uma determinada forma de transmissão”, relata.

Em setembro deste ano, foi inaugurado no Centro de Especialidades Dr. Ovídio Nogueira Machado, o Serviço de Assistência Especializada em HIV e Hepatites, o que possibilitou um acesso mais rápido a consultas médicas, exames de controle e medicação. Antes do serviço ser implantado, era necessário ir a Divinópolis ou Belo Horizonte para ter acesso a estes serviços. O centro também conta com um infectologista, o que diminuiu o tempo de espera para a primeira consulta e retorno.

O secretário Fernando Meira salienta que a implantação do Centro de Testes e Aconselhamentos foi determinante para o diagnóstico precoce. “As equipes da Atenção Básica são treinadas para realizarem testes rápidos para HIV, Hepatite B, C e Sífilis, o que permite um diagnóstico antes do adoecimento. A orientação é que os testes sejam oferecidos para toda população, especialmente as mais vulneráveis”, explica.

Epidemia

Os números de casos de DST no Brasil também são assustadores. No primeiro semestre deste ano foram mais de seis mil ocorrências de sífilis adquirida, além de 1.265 registros de Aids e 250 de hepatite B.

Enquanto em 2018, a América Latina apresentou um crescimento de 7% de novos casos de HIV, o Brasil chegou a 21%, número coloca o país como o terceiro com maior aumento de casos, atrás apenas do Chile e da Bolívia e ficando no mesmo patamar que Costa Rica.

O Ministério da Saúde já considera que há uma “epidemia entre os jovens” uma vez que, a taxa de notificações de AIDS entre os jovens com 15 a 19 anos quase triplicou entre 2006 e 2015. Já na faixa entre 20 e 24 anos, o índice dobrou.

Minas Gerais também apresentou um aumento significativo no número de infectados, sendo este resultado o mais alto em 20 anos. De janeiro até o início deste mês, foram registrados 3.344 casos, uma média de 11 por dia.

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