A história da pequena Letícia, que precisa da sua ajuda

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A pequena Letícia, de apenas quatro meses, é um exemplo de luta e força. Ela foi submetida a uma traqueostomia por causa de uma obstrução respiratória causada pela síndrome de Pierre Robin. A doença se manifestou de maneira leve em Letícia mas, mesmo assim, por ela ter o queixo com má formação, houve estreitamento do esôfago e, por isso há risco de ocorrer asfixia. Letícia também tem uma leve manifestação de palato fendido, uma abertura no céu da boca. O drama vivido pela bebê e a família já sensibilizou muita gente, mas é preciso que mais pessoas ajudem para que a pequena seja submetida a um tratamento intensivo, que foi solicitado pela Secretaria de Saúde em regime de urgência, mas segue aguardando uma vaga no Hospital da Baleia, em Belo Horizonte.

Patrícia Moreira, enfermeira e mãe de Letícia, conta que ela e o marido, José Maurício Ribeiro Pinto, não sabiam do problema de Letícia, pois todos os exames realizados durante o pré-natal não apresentaram qualquer anormalidade. “Ela nasceu no Manoel Gonçalves e quando descobrimos que ela tinha a Síndrome Pierre Robin, fomos para Belo Horizonte onde ela foi submetida a uma traqueostomia. Porém, o procedimento correto seria a colocação de uma canola nasofaringe, mas naquele momento, essa medida era o único recurso que o hospital Sophia Feldman oferecia”, explicou.

Com a situação estabilizada, Letícia necessita fazer uma cirurgia para a colocação da canola nasofaringe que ligará um tubo do nariz até o pulmão e custa cerca de R$ 30 mil, valor que está fora da realidade financeira da família. Caso a solicitação da Secretaria de Saúde de vaga no Hospital da Baleia seja atendida, Letícia conseguirá a cirurgia gratuita assim como o tratamento intensivo. “Fomos a um médico particular, especialista que atende no Hospital da Baleia e ele ficou abismado de terem feito uma traqueostomia. Este fato nos deixa tristes, pois percebemos que a falta de recursos financeiros nos impede de aliviar o que ela passa”, conta Patrícia.

O secretário de Saúde, Fernando Meira, afirmou ter conhecimento do caso e do pedido para encaminhamento para Hospital da Baleia. “Fizemos ofício para a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, que está na central de marcação de consultas e aguardamos retorno. Mandamos também para Alfenas, onde existe outro centro especializado para a prática do procedimento e também aguardamos retorno”, explica.

Atualmente, Letícia está fazendo acompanhamento com uma fonoaudióloga da APAE e precisa também de fazer fisioterapia respiratória. Porém, os dois tratamentos são oferecidos no mesmo dia, o que impossibilita a bebê de realizar os dois procedimentos.

Campanha de amigos

Letícia faz uso de sondas e luvas e soro, um gasto médio de R$ 250 por mês, além de utilizar a fórmula infantil Alfaré, que custa R$ 150 a lata e dura apenas uma semana.

Para ajudar os pais com o tratamento e cuidados com Letícia, amigos se reuniram e estão fazendo uma campanha para arrecadar os produtos mais utilizados pela menina. As doações devem ser entregues no Lava-Jato do Marquinho, no bairro Piedade, e toda ajuda é bem-vinda.

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