Apreensão de 500 comprimidos de Ecstasy, N-Bomb e LSD em Itaúna

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Polícia Civil acredita que drogas entregues pelos Correios seriam para a elite da cidade

Dois irmãos foram presos em flagrante pela Polícia Civil acusados de receber drogas alucinógenas que seriam distribuidas na cidade. Foram apreendidos cerca de 500 comprimidos de ecstasy, N-BOMB e LSD. A operação foi em parceria com a Regional de Divinópolis, a Delegacia Especializada de Repressão ao Narcotráfico (Denar) e a Polícia Civil de Itaúna.

De acordo com o delegado, Jorge Melo, o Denar rastreava o envio de drogas feito no Paraná a diversos estados brasileiros e constatou uma possível entrega de drogas na cidade. “A partir da suspeita, montamos uma operação para que assim que o pacote fosse entregue na residência, a polícia fizesse a interceptação e apreensão da mesma na casa do autor, no bairro de Lourdes”, explicou.

Um dos irmãos, J.A.M de 28 anos, que não tem antecedentes criminais, inicialmente alegou não ter recebido as drogas, mas acabou confessando o crime e indicando onde estaria a mercadoria.

Essa foi a maior apreensão de drogas sintéticas na cidade, de acordo com a Polícia Civil. “É uma droga alucinógena, sintética e, normalmente, utilizada por pessoas de maior poder aquisitivo, uma vez que, um comprimido custa em média R$ 20. Todo o material está sendo analisado pela perícia”, afirmou Dr. Jorge.

O irmão do suspeito também foi detido, mas liberado posteriormente.  G. A. M., de 33 anos, também não tem antecedentes criminais, é eletricista e garantiu aos policiais que não conversa com o irmão e não sabia das atividades ilícitas dele. “Eles não moram na mesma casa, apenas no mesmo lote e, como o irmão trabalha, optei, por no prazo de 10 dias, revisar todas as empresas e serviços realizados por ele. Se ao final não conseguirmos essas informações ou elas não forem verídicas, ele será indiciado e preso”, relatou o delegado.

Os comprimidos apreendidos estavam em plásticos dentro de uma caixa e também foram encontrados pen drives, modens de Internet, celulares, R$339 em espécie, diversas seringas e documentos de terceiros. A polícia investigará os donos das identidades encontradas para saber se eles são usuários, autores ou distribuidores da droga na cidade.

A investigação segue para descobrir se o suspeito era intermediário das drogas ou tinha ligação direta com a fabricação delas no Sul do país. Até o momento, ele é considerado um traficante solitário que vendia drogas para uma classe social mais alta. “Foi um trabalho arriscado, mas confiamos nas informações e investigação do Denar e conseguimos êxito na prisão e nas apreensões”, finalizou Dr. Jorge.

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